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O que é TR (Taxa Referencial)? Veja o quanto está a TR hoje!

taxa referencial

A Taxa Referencial (TR) foi criada em 1991 com o intuito de proteger o poder de compra da moeda brasileira, que na época era o cruzeiro. O objetivo dessa taxa era estabelecer um parâmetro para correção monetária, já que o Brasil vivia uma situação econômica bastante complicada, na qual os preços dos produtos sofriam altas variações praticamente de um dia para o outro.

DescriçãoDados
TR hoje (referente a junho/2022)0,15%
TR acumulada em 12 meses (Jun/2021 a Jul/2022)0,58%
TR acumulada em 2022 (Até junho/2022)0,53%

O que significa TR?

Conhecida como hiperinflação, a situação que acometia o governo do, então, presidente Fernando Collor, tinha uma variação média dos custos domésticos que superava a faixa dos 50% ao mês.

Para tentar conter esse processo de inflação nos preços, o Governo lançou a TR, que era medida diariamente e, ao fim de cada mês, se sabia quanto a inflação havia acumulado durante aquele período. Sendo assim, a Taxa Referencial refletia o acúmulo das variações dos preços e, consequentemente, era utilizada para atualizar o valor do dinheiro.

A medida deveria evitar que o brasileiro perdesse poder de compra. No entanto, a solução não foi suficiente para conter a alta dos preços e, em 1994, a inflação chegou a atingir o patamar histórico de 2474% ao ano.

A situação só começou a se estabilizar durante o governo de Itamar Franco, que ocorreu no mesmo ano, mas devido à implantação do Plano Real. A partir daí, a Taxa Referencial começou a perder valor e, anos mais tarde, a taxa Selic assumiu o papel de instrumento para controle da inflação.

Já em 2017, a TR atingiu rendimento mensal nulo e, desde então, o seu valor passou a acumular 0% ao ano, até 2021. No entanto, mesmo com este valor, a TR ainda está presente no cálculo de alguns instrumentos financeiros.

Como a TR é calculada?

Para calcular a TR, o Banco Central utilizava a média das taxas de juros pagas diariamente pelos certificados de depósito bancário (CDBs) prefixados das 30 maiores instituições financeiras do país até 2018. Após uma atualização ser feita, esses valores passaram a ser considerados por meio dos juros pagos por títulos públicos atrelados à taxa Selic.

Entretanto, para descobrir a rentabilidade da TR sobre aplicações ou financiamentos, basta acessar a Calculadora do Cidadão disponibilizada pelo Banco Central, que possibilita ao interessado realizar os cálculos devidos de forma prática e sem ter que lidar com a fórmula manual aplicada para o indicador.

Além disso, vale lembrar que, por convenção do BC, a TR não pode ser negativa. O que significa, que quando o resultado do cálculo for negativo, o valor da TR sempre será igual a zero.

Valor da TR

Qual o valor da TR hoje?

O valor da TR hoje é de 0,15% ao mês relativos ao mês de junho, já o valor acumulado dos últimos 12 meses é de 0,58% e o acumulado no ano de 2022 até junho é de 0,53%.

TR 2022

Mês de referênciaTR no mêsTR acumulada 12 mesesTR acumulada 2022
janeiro0,06%0,11%0,06%
fevereiro0,00%0,11%0,06%
março0,10%0,21%0,16%
abril0,06%0,26%0,21%
maio0,17%0,43%0,38%
junho0,15%0,58%0,53%

Instrumentos financeiros que utilizam a TR

Conforme citado acima, mesmo com a perda de relevância entre as taxas de rendimento, a TR continua sendo usada em alguns instrumentos financeiros muito populares. Entre eles, estão os itens mais importantes para o trabalhador: FGTS e Caderneta de Poupança.

Veja alguns dos instrumentos que utilizam a TR:

  • Caderneta de Poupança
  • Títulos de Capitalização
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
  • Financiamentos Imobiliários
  • Títulos Públicos

Investimentos com TR são interessantes?

Conforme analisado, quando se trata de investimentos, é pouco vantajoso adquirir algum produto atrelado à TR como forma de cálculo. Isso porque, estando a taxa em zero, não há possíveis indicadores de lucro.

Algumas outras alternativas para perfis conservadores estão relacionadas à Renda Fixa, como é o caso do Tesouro Direto, que continua trazendo uma série de possibilidades ao investidor.

Atualmente, são oferecidas as seguintes modalidades de títulos públicos:

  • Tesouro Prefixado (LTN);
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais (NTN-F);
  • Tesouro IPCA + (NTN-B principal);
  • Tesouro IPCA + juros semestrais (NTN-B);
  • Tesouro Selic (LFT).

Essas aplicações possuem boas alternativas de resgate e rentabilidade. No caso dos prefixados, são oferecidas taxas fixas. O Tesouro Selic, por sua vez, tem rendimento de 100% da Taxa Selic do período, enquanto o Tesouro IPCA rende de acordo com a inflação somada a uma taxa fixa.

Além disso, ainda há o Certificado de Depósito Bancário (CDB), que também é uma alternativa acessível e com previsibilidade de retorno. Ele é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege capital e rendimentos em até R$ 250 mil, em caso de algo negativo acontecer com os investimentos.

Ainda há outras opções em Renda Fixa, que não seguem a Taxa Referencial. São elas:

  • Letras de crédito imobiliário (LCI);
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA);
  • Certificado de recebíveis imobiliários (CRI);
  • Certificado de recebíveis do agronegócio (CRA);
  • Debêntures, entre outras.

Vale lembrar, que a rentabilidade desses investimentos pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Algumas delas possuem o benefício de isenção de Imposto de Renda, além das LCIs e LCAs contarem com a proteção do FGC.

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