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Política

Funcionários Públicos Federais Enfrentam Incertezas Após Ultimato de Elon Musk

  • 25/02/2025 - 16h06
  • Atualizado 2 anos atrás
  • 4 min de leitura

Funcionários públicos federais estavam diante de novas incertezas em relação a seus futuros nesta terça-feira, após Elon Musk lhes dar “mais uma chance” de responder ao seu ultimato solicitando que eles justificassem seus empregos sob o risco de demissão, contradizendo orientações de algumas autoridades do governo Trump de que o pedido era voluntário.

Esse confuso vaivém se espalhou pela burocracia federal. Algumas agências, como o Departamento do Tesouro, instruíram os funcionários a obedecerem. Outras, como o Pentágono, não o fizeram.

Isso tornou-se um teste de quanto poder Musk tem sobre as operações do governo dos Estados Unidos, à medida que ele realiza uma campanha de corte de custos sem precedentes com o apoio do presidente Donald Trump.

Vinte e um funcionários se demitiram de seu chamado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) em protesto nesta terça-feira, dizendo em uma carta que se recusavam a cooperar com o esforço de redução da força de trabalho.

“Não usaremos nossas habilidades como tecnólogos para comprometer os principais sistemas do governo, colocar em risco os dados confidenciais dos americanos ou desmantelar serviços públicos essenciais”, escreveram os integrantes em uma carta de demissão publicada online.

Não houve nenhum comentário imediato do Doge sobre as demissões em massa.

Os integrantes, que incluem cientistas de dados, gerentes de produtos, designers e o chefe da divisão de TI, trabalhavam em um escritório que era conhecido como Serviço Digital dos Estados Unidos antes de Musk assumi-lo e rebatizá-lo com o nome de uma criptomoeda favorita.

Os integrantes do Doge que se demitiram disseram que as demissões em massa têm prejudicado os esforços para melhorar a declaração de impostos, os benefícios dos veteranos e outros serviços essenciais.

Funcionários de todo o governo receberam um email no fim de semana pedindo que eles resumissem o que fizeram ao longo da última semana até segunda-feira. Em uma publicação no X, o site de redes sociais de Musk, o bilionário afirmou que não fazê-lo seria considerado um pedido de demissão.

Com o prazo se aproximando na segunda-feira, o Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês), braço de recursos humanos do governo dirigido por assessores de Musk, disse aos funcionários que eles poderiam ignorar o email.

Musk, o CEO bilionário da Tesla e da SpaceX encarregado pelo presidente Donald Trump de liderar uma redução radical do governo federal, permaneceu firme.

“Sujeito ao critério do presidente, eles terão mais uma chance. Não responder pela segunda vez resultará em demissão”, escreveu, no X, na noite de segunda-feira.

A Casa Branca não respondeu ao pedido por comentários sobre a declaração de Musk. Antes da nova orientação do OPM, Trump disse a repórteres na segunda-feira que os funcionários que não responderam seriam “meio que semidemitidos”, aumentando a incerteza.

Musk Visa Segunda Onda de Demissões

Os acontecimentos expuseram novas fissuras dentro do governo Trump sobre a abordagem brusca de Musk. Mesmo algumas das pessoas mais leais a Trump, como Kash Patel, o novo chefe do FBI, disseram para seus funcionários não responderem.

Funcionários da Administração Geral de Serviços (GSA, na sigla em inglês), que supervisiona os imóveis do governo, ainda não tinham certeza sobre como responder ao email de Musk nesta terça-feira, após receberem conselhos conflitantes dos seus chefes.

Na manhã de segunda-feira, Stephen Ehikian, administrador interino da GSA, orientou os funcionários a cumprirem a solicitação. Horas depois, alguns trabalhadores receberam uma mensagem dizem que o pedido era voluntário, mas que a liderança da GSA ainda “encorajava” os funcionários a responderem.

Um funcionário do Diretório de Administração de Terras do Departamento do Interior disse que algumas autoridades do Interior os ordenaram a responder, mas a liderança do diretório disse que era voluntário. O funcionário afirmou que se sentiu compelido a enviar uma resposta, apesar das orientações inconsistentes.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos aconselhou os funcionários a, se optarem por responder, manter as respostas genéricas e não identificar medicamentos ou contratos em que estejam trabalhando, segundo um email visto.

“Suponha que o que vocês escreverem será lido por agentes estrangeiros malignos e molde sua resposta de acordo”, disse o email.

(Com Reuters)

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