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Previsão de Produção de Açúcar e Etanol no Centro-Sul do Brasil em 2026/27 Indica Aumento no Foco em Etanol

  • 30/01/2026 - 10h40
  • Atualizado 4 horas atrás
  • 3 min de leitura

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil em 2026/27 foi estimada nesta sexta-feira em 40,7 milhões de toneladas, redução de 800 mil toneladas na comparação com a previsão anterior, em momento em que os preços do adoçante dão incentivo para o setor produzir mais etanol, segundo relatório da consultoria e corretora StoneX.

A produção total de etanol do centro-sul foi prevista em recorde de 36,5 bilhões de litros, ante 36,1 bilhões na previsão anterior, com aumentos na fabricação do combustível de cana e, em maior medida, de milho.

“A forte queda nos preços do açúcar ao longo de 2025, juntamente à escalada dos preços do etanol no centro-sul ao final de 2025 e início de 2026 trazem um cenário de incentivo à produção alcooleira em detrimento ao adoçante”, afirmou a StoneX.

A moagem de cana do centro-sul, principal região produtora do mundo, foi estimada em 620,5 milhões de toneladas, estável em relação à previsão passada.

A moagem da safra 2026/27 começa oficialmente em abril, mas algumas empresas já começam as atividades em março.

Considerando as estimativas, a produção de açúcar do centro-sul do Brasil teria ainda um crescimento de 0,7% na comparação com a safra 2025/26, com a moagem de cana registrando aumento de 2% na mesma comparação.

Já a fabricação total de etanol deverá aumentar 7,9% na comparação anual, com impulso principal principalmente da fabricação do biocombustível de milho.

A StoneX projeta que a produção de etanol de cana crescerá 4,4% em 2026/27, para 25,5 bilhões de litros, enquanto a de milho aumentará 17%, para 11 bilhões de litros.

Impacto no Saldo Global de Açúcar

A consultoria destacou que a mudança na previsão para o açúcar do Brasil impacta no diretamente o saldo global da commodity em 2025/26 (outubro-setembro), “que contudo ainda se mantém confortavelmente no campo superavitário”, de acordo com o analista de mercado da StoneX Marcelo Di Bonifacio Filho.

O superávit estimado foi de 2,9 milhões de toneladas, versus déficit de 3,14 milhões no ciclo anterior.

“Esse ajuste foi provocado, sobretudo, pelo corte superior a 1 milhão de toneladas na produção do Brasil, considerando as regiões centro-sul e Norte-Nordeste”.

Ainda assim, segundo ele, o recuo em relação à estimativa anterior não altera o cenário de oferta tranquila no mercado internacional.

Os estoques globais devem crescer 4%, chegando a 76,7 milhões de toneladas (valor bruto), elevando a relação estoque/uso a 39,6%, acima da média quinquenal de 39% e coerente com o comportamento das bolsas.

O analista pondera que até março o regime de chuvas no centro-sul do Brasil será decisivo para a oferta de cana.

“Precipitações abaixo da média podem limitar a produção. Atualizações de safra de Tailândia, China e Índia, previstas para janeiro, também serão relevantes para consolidar o panorama da temporada”, completou.

(Com Reuters)

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