Vendas de material de construção recuam 8% em junho

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Vendas de material de construção recuam 8% em junho (Foto: Divulgação) Vendas de material de construção recuam 8% em junho

Segunda pesquisa divulgada ontem, 03, pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), as vendas do setor tiveram uma retração de 8% em junho no comparativo com o mês de maio. Com relação a junho de 2013, o resultado foi 2,5% menor. Já no acumulado do ano, o desempenho está 3,5% abaixo.

“Nós já esperávamos essa retração que já tinha sido indicada na pesquisa do mês passado. Nos últimos 12 meses, estamos com um resultado 4,5% inferior ao mesmo período anterior. É uma retração que ocorre em lojas de todos os portes e em todas as regiões do país”, explica o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Os segmentos que apresentaram melhor desempenho de venda no mês foram  telhas e caixas d’água de fibrocimento (8%), metais sanitários e louças sanitárias  ( 6% cada). Os lojistas esperam recuperar parte do prejuízo já em julho.

“Assim que acabarem as festividades da Copa do Mundo e os inúmeros feriados desse primeiro semestre, acredito que vamos retomar um ritmo de crescimento”, explica Conz, que também ressalta outro tema que deve ser muito importante para o desenvolvimento do setor no segundo semestre. "Sem qualquer sombra de dúvida estamos preocupados. Há meses estamos ouvindo sobre a possibilidade de falta de água na região Sudeste e isso gerou um temor que está fazendo com que as pessoas tenham uma maior conscientização sobre sustentabilidade. Produtos que economizam água estão disponíveis em todas as lojas do país, desde bacias sanitárias que se utilizam de 3 a 6 litros por descarga, até arejadores para torneiras que economizam cerca de 50% do consumo de água, sem falar nas torneiras de fechamento automático. Esse é um assunto importante que deve ser retomado nessa época do ano, especialmente em função da real possibilidade de racionamento”, declara.

A pesquisa ainda mostrou que cresceu no Sul e no Nordeste a intenção dos lojistas de contratarem novos funcionários, com queda no Norte, onde também diminuiu a intenção de novos investimentos nos próximos 12 meses. Segundo o estudo, em julho também retraiu o pessimismo com relação às ações do Governo (44% para 36%). “Os números refletem o alívio que a realidade com a realização da Copa tem demonstrado. Havia um medo generalizado de que as manifestações continuassem a afetar diretamente o comércio, como aconteceu na Copa das Confederações, quando tivemos lojas depredadas além de fechamento por medo das passeatas”, explica o presidente da Anamaco.

Conz também afirma que a entidade reviu para baixo a expectativa de crescimento para o ano, devido ao comportamento do setor desde o começo do ano. “Esperamos uma melhora das vendas no segundo semestre do ano, pois o setor tem um gráfico de desempenho bem peculiar e tradicionalmente vende mais nesta época. As vendas no segundo semestre representam 60% do movimento do ano todo. Porém encerramos junho com um desempenho aquém do esperado e, por enquanto, estamos revendo a expectativa de crescimento em 2014 de 7,2% para 3,5”, finaliza.

Em 2013, o varejo de material de construção registrou um aumento de vendas 4,4% superior a 2012 e um faturamento recorde de R$ 57,42 bilhões.

(Redação – Agência IN)