Receita líquida da Biomm cresce 5,5 vezes em 2020

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Receita líquida da Biomm cresce 5,5 vezes em 2020 (Foto: Pexels) Receita líquida da Biomm cresce 5,5 vezes em 2020

A Biomm registrou crescimento de 5,5 vezes da sua receita líquida, alcançando a marca de R$ 58,6 milhões em 2020, ante R$ 8,9 milhões em 2019, em seu primeiro ano completo de vendas.

O lucro bruto da companhia passou de R$ 521 mil em 2019 para R$ 13,9 milhões em 2020. O endividamento líquido caiu 12,8%, de R$ 35,7 milhões, em 2019, para R$ 31,1 milhões, no ano de 2020.

O EBITDA consolidado foi negativo em R$ 45,080 milhões em 2020 contra R$ 47,994 milhões em 2019, apresentando uma elevação de 6% na comparação com o ano de 2019.

Ainda no ano passado, a companhia investiu em sua força de vendas, com recursos destinados às áreas de marketing e propaganda.

Além disso, contou também com despesas regulatórias e de licenciamento de medicamentos juntos as empresas parceiras. Estes investimentos resultaram no aumento das despesas operacionais, (R$69,5 milhões no ano de 2020 ante R$53,1 milhões em 2019, o que representa um aumento de 31%) o que permitiu aumento de 556% nas vendas de 2020.

O ano de 2020 também marca a entrada da Biomm no mercado de insulinas brasileiro, com a comercialização do Wosulin, insulina humana, e da inalável Afrezza. Além disso, foi o primeiro período completo de vendas do Herzuma, medicamento oncológico usado no tratamento de câncer de mama. A companhia alcançou market share de 11% e 3,3% para a linha de produtos Herzuma e Wosulin, respectivamente.

“Ainda que pese todos os desafios e incertezas impostos pela pandemia, bem como a desvalorização cambial do real frente ao dólar, que aumentaram os custos dos medicamentos e despesas financeiras, é importante destacar que a Biomm cresceu e incrementou suas operações em 2020, seguindo a expansão das suas atividades”, afirma o CEO Heraldo Marchezini.

A Biomm firmou ainda parcerias importantes visando a ampliação do seu portfólio de produtos biológicos e a continuação do seu projeto de expansão e crescimento no mercado brasileiro de biotecnologia.

Os principais destaques do ano passado foram:

Aprovação do registro de preços da Afrezza, insulina inalável, e início das vendas em janeiro de 2020;

Aprovação do preço do Wosulin e início da sua comercialização e distribuição com apresentação NPH e regular em todo o Brasil, no segundo trimestre;

Celebração do acordo de exclusividade de licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição do Ghemaxan junto à empresa italiana Chemi, em abril e aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil em setembro de 2020. O biomedicamento é indicado na profilaxia e tratamento da trombose venosa profunda (TVP), assim como da angina instável e, também, amplamente utilizado no tratamento da Covid-19;

Obtenção do pós-registro do Glargilin (glargina), em maio de 2020, com objetivo de ampliar o acesso à insulina a 16,8 milhões de pacientes no país;

Formalização de acordo de exclusividade de licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição, em todo o Brasil, do medicamento biossimilar Teriparatida, indicado para o tratamento da osteoporose, junto à empresa Enzene Biosciences Limited (“Enzene”), em novembro de 2020;

Celebração de acordo de exclusividade para o licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição em todo território nacional, do medicamento biológico Bevacizumabe, usado no tratamento de diferentes tipos de câncer, em dezembro de 2020, junto à biofarmacêutica chinesa Bio-Thera;

Crescimento consistente do volume de vendas e da receita líquida da companhia, trimestre após trimestre ao longo do ano.

A companhia busca a consolidação no mercado de biomedicamentos com soluções principalmente nas áreas de oncologia, diabetes e anticoagulantes, além de outros mercados como o de osteoporose.

A fábrica da Biomm em Nova Lima (MG) segue se preparando para cumprir os requisitos necessários para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A unidade foi construída com o objetivo de proporcionar ao Brasil independência produtiva de medicamentos de alta tecnologia, como análogos de insulina e outros medicamentos biológicos.

(Redação – Investimentos e Notícias)