Marfrig tem lucro líquido de R$ 86,5 milhões no 2T19

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Marfrig tem lucro líquido de R$ 86,5 milhões no 2T19 Foto: Divulgação Marfrig tem lucro líquido de R$ 86,5 milhões no 2T19

A Marfrig Global Foods (B3:MRFG3 e ADR Nível 1: MRRTY), uma das líderes mundiais em carne bovina, divulgou que no segundo trimestre de 2019, a companhia registrou evolução na maioria de seus indicadores financeiros. A receita líquida consolidada da Marfrig bateu o recorde histórico, atingindo 12,2 bilhões de reais -- crescimento de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2018.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, a companhia registrou lucro. Entre abril e junho, o lucro líquido consolidado atingiu 86,5 milhões de reais – um ganho expressivo, sobretudo quando comparado com o prejuízo de 582 milhões de reais do segundo trimestre do ano passado. O Ebitda Ajustado – também recorde – foi de 1,1 bilhão de reais, uma expansão de 13,3% na comparação anual e margem de 9,1%.

Houve melhoria também nos indicadores de alavancagem. Medida pela relação dívida líquida/Ebitda Ajustado proforma dos últimos 12 meses, a alavancagem da Marfrig passou de 2,76x no primeiro trimestre deste ano para 2,65x no segundo trimestre de 2019.

O fluxo de caixa operacional foi de 876 milhões de reais e o fluxo de caixa livre atingiu 408 milhões de reais no trimestre, resultado computado antes do pagamento de dividendos e do investimento em aquisições. Em junho, a companhia concluiu o investimento na compra da Iowa Premium, por cerca de 150 milhões de dólares. A operação agregou 1 100 cabeças/dia à capacidade de abate da Operação América do Norte e fortaleceu o portfólio de produtos de maior valor agregado. A Iowa Premium produz apenas carnes de gado Black Angus e é especializada em cortes com certificação USDA Choice e USDA Prime.

"Os resultados refletem a consistência da nossa estratégia e a capacidade de execução dos diferentes times que compõem a Marfrig", diz Eduardo Miron, CEO da Marfrig Global Foods.

Operação América do Norte
No segundo trimestre deste ano, a Operação América do Norte cresceu 10,2%, registrando uma receita líquida de 8,8 bilhões de reais – o equivalente a 72% do faturamento total da companhia no período.

O desempenho dessa operação está relacionado com o ótimo momento da economia americana, com a elevação dos níveis de emprego, renda e consumo interno, e com a expansão da unidade de processados localizada em Moultrie, na Geórgia, que permitiu o aumento das vendas para o varejo local. O lucro bruto da operação cresceu 6,5%, – efeito direto da variação cambial – passando de 1 bilhão de reais no segundo trimestre de 2018 para 1,125 bilhão de reais no mesmo período deste ano – o que corresponde a 74% do lucro bruto consolidado da Marfrig Global Foods no período.

Operação América do Sul
A Operação América do Sul, por sua vez, registrou receita líquida de 3,4 bilhões de reais no trimestre, aumento de quase 9% na comparação anual. O crescimento da receita foi provocado pelo aumento de 18,6% das exportações, sobretudo para os mercados da Ásia (China, em especial) e do Oriente Médio e pelo efeito cambial da valorização do dólar frente ao real. Na América do Sul, a Marfrig é a empresa com o maior número de unidades habilitadas para exportar carne bovina para a China.

No trimestre, os chineses foram responsáveis por 31% das exportações das unidades brasileiras da companhia, 46% das exportações das plantas argentinas e por 62% das exportações a partir do Uruguai. O lucro bruto da operação foi de 395,4 milhões de reais – uma redução de 2,3% na comparação com o segundo trimestre de 2018, devido à queda do volume de vendas e ao aumento do custo do gado na região.

Diante dos resultados conquistados no primeiro semestre e das perspectivas para o restante de 2019, a administração da companhia reiterou seu compromisso com o atingimento dos guidances financeiros anunciados no início deste exercício: receita líquida consolidada entre 47 e 49 bilhões de reais, margem Ebitda entre 8,7% e 9,5% e fluxo de caixa livre entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de reais.

Pilares estratégicos reforçados
Durante o segundo trimestre, a Marfrig conduziu uma série de ações para reforçar seus pilares estratégicos, parte delas concluída no início deste segundo semestre de 2019.

Em maio, foi formado um comitê de sustentabilidade, com representantes independentes (Roberto Silva Waack e Daniela Mariuzzo) e da companhia. O objetivo do comitê é balizar as decisões ligadas a esse pilar estratégico. Em junho, a Marfrig recebeu, pelo sétimo ano consecutivo, o selo de conformidade com o Compromisso Público da Pecuária na Amazônia, conferido pela consultoria internacional independente DNV-GL.

Ao longo de todo o primeiro semestre, os processos da empresa foram auditados pela Vigeo Eiris, que checou sua conformidade com os requisitos e boas práticas de sustentabilidade determinados pela International Capital Market Association (ICMA). Esse aval foi fundamental para que a Marfrig emitisse, no final de julho, 500 milhões de dólares em Sustainable Transition Bonds, com vencimento em 2029 e taxa de 6,625% ao ano – a menor da história da companhia. A Marfrig foi a primeira empresa brasileira a emitir esse tipo de bônus. Os recursos serão usados exclusivamente na compra de gado, localizado na região do Bioma Amazônico, proveniente de produtores que comprovem o cumprimento de exigências ambientais e socioeconômicas.

Em agosto, a Marfrig anunciou um acordo com a americana ADM para o desenvolvimento, no Brasil, de produtos com base vegetal. A ADM fornecerá a principal matéria-prima para o primeiro produto da linha, o hambúrguer vegetal. A Marfrig ficará responsável pelo processamento, venda e distribuição em larga escala. Os hambúrgueres vegetais serão produzidos na unidade de Várzea Grande, no Mato Grosso. O primeiro cliente a colocar o produto no mercado será a rede de food service Burger King, que lançará seu sanduíche de hambúrguer vegetal em setembro. Até o final do ano, a Marfrig lançará sua marca própria, e iniciará a distribuição para o canal varejo. A Marfrig planeja ainda exportar os produtos de base vegetal.

(Redação - Investimentos e Notícias)