Lucro do banco BV cresce 61,4% no 1T21

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Lucro do banco BV cresce 61,4% no 1T21 Foto: Divulgação

O BV, um dos maiores bancos privados do Brasil, encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido recorrente de R$ 357 milhões, crescimento de 61,4% sobre igual período de 2020. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROE) no 1T21 foi de 13%, ante 8,9% no mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito alcançou R$ 72,2 bilhões, um aumento de 6,2%, com expansão de 6,1% no Varejo e 6,2% no Atacado. Na comparação com o trimestre anterior, a carteira cresceu 2,7%, com expansão de 1,1% no Varejo e 5,9% no Atacado.

Com expansão em todos os segmentos, a carteira do Varejo atingiu R$ 47,5 bilhões. Em relação ao 1T20, a carteira de veículos registrou alta de 4,6%, reforçando a resiliência do negócio, que já no segundo semestre de 2020 havia recuperado os níveis de originação pré-pandemia.

Segundo o banco, o BV se mantém na liderança do segmento de veículos leves usados, com alta de 22,6% na originação de financiamentos sobre o mesmo trimestre de 2020. O volume total de originação de financiamentos de veículos atingiu R$ 5,8 bilhões no trimestre, registrando um aumento de 18,5%. Na carteira de empréstimos, o destaque ficou com o financiamento de placas solares, que cresceu 263%, atingindo R$ 1,2 bilhão. Além disso, a carteira de empréstimos cresceu 26,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.

No Atacado, o destaque ficou com o segmento Corporate (empresas com receita anual entre R$ 300 milhões e R$ 1,5 bilhão) que apresentou alta de 22,8% e já representa 40,2% da carteira ampliada da área. No segmento de pequenas e médias empresas, o BV fez um aporte de R$ 100 milhões na fintech Trademaster, especializada em soluções financeiras e de crédito B2B. Com isso, o banco encerrou o 1T21 com uma carteira do segmento de R$ 727 milhões, registrando crescimento de 18,1% em relação ao trimestre anterior. Ambos os movimentos estão em linha com a estratégia de pulverização de risco e aumento da rentabilidade da carteira.

O custo de crédito recuou 37%, refletindo a melhora dos indicadores de inadimplência. No período, a inadimplência acima de 90 dias recuou tanto no Varejo, quanto no Atacado, encerrando o trimestre em 3,3% (ante 4,5% no 1T20). Vale lembrar que no 1T20 foram constituídas provisões prudenciais de R$ 160 milhões.

"O Índice de Cobertura permaneceu em patamar bastante robusto, atingindo 263%, ante 206% no 1T20, o Índice de Basileia cresceu 0,2 p.p, para 14,7%, com Capital Principal em 11,8%. Já o Indicador de Liquidez (LCR) atingiu 230%, ante 166% do 1T20", diz Rodrigo Tremante, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores do banco BV.

(Redação - Investimentos e Notícias)