JPMorgan Prevê Fortes Fluxos de Capital Externo para o Brasil em 2026 - Investimentos e Notícias JPMorgan Prevê Fortes Fluxos de Capital Externo para o Brasil em 2026 - Investimentos e Notícias
Mercado

JPMorgan Prevê Fortes Fluxos de Capital Externo para o Brasil em 2026

  • 21/01/2026 - 09h41
  • Atualizado 5 horas atrás
  • 2 min de leitura

Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 pode ser mais um ano com fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, citando, entre outras razões, que investidores devem continuar buscando diversificação fora dos Estados Unidos.

“E os mercados emergentes são claros beneficiários desse movimento”, avalia a co-head de estratégia para ações em mercados emergentes e head de estratégia de ações para América Latina do banco norte-americano, Emy Shayo, em relatório a clientes assinado também por Cinthya Mizuguchi.

A alocação de emergentes em fundos globais, observaram, está em níveis historicamente baixos, em 5,3%, e uma reversão à média dos últimos 10 anos, de 6,7%, poderia se traduzir em aproximadamente US$25 bilhões em ingressos para o Brasil.

Elas destacaram que 2026 começou com ingressos estrangeiros de R$7,3 bilhões no Brasil, dando continuidade ao forte impulso de 2025, quando os fluxos estrangeiros alcançaram R$20 bilhões — uma reversão notável em relação às saídas de R$32 bilhões registradas em 2024.

Outra razão citada por Shayo e Mizuguchi para a perspectiva positiva sobre fluxo é a de que não têm uma visão benigna para o dólar amplo. “Nossos estrategistas esperam uma depreciação de cerca de 2% até o meio do ano.”

O ciclo de afrouxamento monetário no Brasil adiciona outra camada de otimismo, ressaltaram, citando que os economistas do JPMorgan esperam um ciclo de cortes de 3,5 pontos percentuais, com início em março e reduções consecutivas de 0,50 ponto, levando a Selic a 11,50% no final de 2026.

“Há riscos, especialmente considerando uma possível escalada das tensões geopolíticas globais e preocupações em torno da política comercial dos Estados Unidos”, ponderaram, alertando que pode haver um aumento da incerteza e da volatilidade, afetando o apetite por mercados de maior beta.

No âmbito doméstico, as estrategistas destacaram que os riscos residem principalmente em um ritmo de queda dos juros mais lento do que o esperado ou em um aumento do ruído político.

“Ainda assim, com melhora do ‘momentum’ macroeconômico, juros mais baixos e um ambiente global favorável, a perspectiva para os fluxos para o Brasil e para a América Latina de forma mais ampla permanece construtiva, embora os desdobramentos políticos locais sejam um ponto-chave a ser monitorado.”

(Com Reuters)

Mercado

Suprema Corte dos EUA Avalia Tentativa de Trump de Demitir Diretora do Federal Reserve por Alegações de Fraude Hipotecária

Juízes conservadores e liberais da Suprema Corte dos Estados Unidos sinalizaram ceticismo em relação à tentativa do presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve Lisa Cook em um processo em que a independência do banco central norte-americano está em jogo. Durante cerca de duas horas de argumentação no caso, os juízes indicaram […]

Mercado

Intel (INTC): Otimismo dos Acionistas com Expansão de Data Centers e Recuperação Financeira

Os acionistas da Intel estão otimistas com os resultados da empresa como não se via há muitos trimestres, apostando que a recuperação prometida pelo presidente-executivo Lip-Bu Tan está se consolidando e que a rápida expansão dos data centers está impulsionando a forte demanda por seus tradicionais chips de servidor. Uma série de investimentos de alto […]

Mercado

Netflix (NFLX) Enfrenta Ceticismo de Investidores Após Oferta Bilionária por Ativos da Warner Bros.

Executivos da Netflix se viram em uma posição incomum após o último relatório de resultados da empresa: em desvantagem. A decisão da pioneira do streaming de investir quase US$ 83 bilhões nos ativos da Warner Bros. representa um afastamento significativo do mantra de longa data da empresa: construir, não comprar. Os investidores ainda não estão […]