PMI Industrial do Brasil cai para 64,0 pontos em novembro

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PMI Industrial do Brasil cai para 64,0 pontos em novembro (Foto: Pexels) PMI Industrial do Brasil cai para 64,0 pontos em novembro

O setor industrial brasileiro teve um desempenho importante em novembro: os produtores aumentaram sensivelmente a produção em resposta ao crescimento contínuo nas vendas, segundo dados do Markit Economics. Ajudadas por condições melhores nos negócios, as empresas continuaram seus esforços de contratação e adquiriram mais insumos, em meio a tentativas de aumentar os estoques de segurança.

Interrupções nas cadeias de suprimentos levaram a quedas nos estoques, enquanto a escassez de matéria-prima e a depreciação do real propiciaram um aumento recorde nos custos de insumos. Simultaneamente, a fragilidade da moeda concorreu para o aumento mais acentuado das exportações desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006

Embora caindo de 66,7 em outubro para 64,0 em novembro, o Índice Gerente de Compras™ IHS (PMI®) da Markit para o Brasil assinalou a mais acentuada melhora na saúde do setor, superior a todas as outras registradas antes do surto da doença do coronavírus de 2019 (COVID-19). Além disso, o crescimento se manteve amplo nos setores de bens de consumo, bens intermediários e bens de investimento.

As pressões inflacionárias se intensificaram em novembro, com o aumento das taxas de custos de insumos e preços cobrados atingindo um nível recorde para a pesquisa. As empresas vincularam o aumento dos custos à escassez de matérias-primas — em parte associada às restrições globais relativas à COVID-19 —, à depreciação do real e à forte demanda por insumos.

Os participantes da pesquisa observaram um crescimento significativo no volume de novos pedidos, entre os mais elevados na história da pesquisa. Os participantes vincularam o aumento das vendas à demanda robusta, lançamentos de novos produtos, pedidos em larga escala e participações de mercado aprimoradas.

O crescimento nas vendas totais foi impulsionado por um aumento recorde no índice de novos pedidos do exterior. O aumento das exportações, pelo terceiro mês seguido, foi associado à melhora da competitividade dos preços devido à depreciação do real brasileiro em relação ao dólar dos EUA.

Em resposta ao forte crescimento das vendas, os fabricantes aumentaram a produção na metade do último trimestre de 2020. A taxa de expansão se atenuou ao menor patamar em quatro meses, embora tenha sido mais rápida do que jamais visto antes do surgimento da COVID-19.

Os dados sugerem que o crescimento da produção foi parcialmente restringido pela falta de materiais disponíveis para a conclusão dos pedidos em atraso. Os negócios pendentes aumentaram pelo ritmo mais acentuado já registrado em quase 15 anos de pesquisa.

As empresas aumentaram a aquisição de insumos em novembro, mas os esforços para abastecer as reservas de estoque foram impedidos pelos atrasos nas entregas. A taxa de expansão nos índices de compras foi a quarta mais acentuada na história da série, ao passo que a mais recente deterioração no desempenho dos fornecedores permaneceu bastante semelhante ao recorde de outubro.

Os estoques de produtos acabados também tiveram queda, marcando uma sequência de 15 meses de redução. O índice de contração foi o mais acentuado desde o início da coleta de dados, no início de 2006.

Os produtores brasileiros de bens preveem crescimento da produção no próximo ano, com mais publicidade, planos de expansão da capacidade, novos investimentos e previsões de aumento nas vendas, reforçando o otimismo.

As projeções otimistas de crescimento incentivaram mais uma rodada de criação de empregos. O índice de empregos se expandiu a uma das maiores taxas já registradas na história da pesquisa, com aumentos observados em todos os três grupos de mercado monitorados.

(Redação – Investimentos e Notícias)