IPP sobe 3,28% em agosto, mostra IBGE

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IPP sobe 3,28% em agosto, mostra IBGE (Foto: Pexels) IPP sobe 3,28% em agosto, mostra IBGE

Em agosto de 2020, os preços da indústria subiram 3,28% em relação a julho de 2020, a maior variação positiva da série, iniciada em janeiro de 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado no ano atingiu 10,80%. Frente a agosto de 2019, a variação de preços foi de 13,74%. Em agosto, os preços das 24 atividades tiveram variações positivas, contra 20 no mês anterior.

Em agosto, os preços da indústria subiram, em média, 3,28% em relação a julho/2020. As quatro maiores variações foram nas indústrias extrativas (8,43%), refino de petróleo e produtos de álcool (6,24%), outros produtos químicos (4,13%) e alimentos (4,07%).

Os setores de maior influência foram: alimentos (1,00 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,52 p.p.), indústrias extrativas (0,44 p.p.) e outros produtos químicos (0,32 p.p.).

O acumulado no ano atingiu 10,80%, ante 7,28% em julho/2020. As atividades de maior variação foram: indústrias extrativas (34,91%), outros equipamentos de transporte (21,41%), madeira (20,63%) e metalurgia (20,57%). No acumulado do ano, os setores de maior influência foram: alimentos (3,88 p.p.), indústrias extrativas (1,57 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-1,22 p.p.) e metalurgia (1,19 p.p.).

No acumulado em 12 meses, a variação de preços foi de 13,74%, contra 11,13% em julho/2020. As quatro maiores variações foram em alimentos (27,45%), outros equipamentos de transporte (24,66%), madeira (21,40%) e metalurgia (18,97%). Os setores de maior influência foram: alimentos (6,06 p.p.), metalurgia (1,15 p.p.), indústrias extrativas (0,93 p.p.) e outros produtos químicos (0,82 p.p.).

A variação de preços de 3,28% em relação a julho repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 1,62% em bens de capital; 4,03% em bens intermediários; e 2,54% em bens de consumo, sendo que 0,60% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,94% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Do resultado da indústria geral, 3,28%, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi: 0,13 p.p. de bens de capital, 2,19 p.p. de bens intermediários e 0,96 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,04 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo duráveis e 0,92 p.p. nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Os preços da indústria acumularam no ano alta de 10,80%, sendo 12,64% a variação de bens de capital (com influência de 0,95 p.p.), 13,67% de bens intermediários (7,30 p.p.) e 6,53% de bens de consumo (2,55 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,43 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 2,12 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Frente a agosto 2019, os preços da indústria subiram 13,74%, com as seguintes variações: bens de capital, 14,36% (1,09 p.p.); bens intermediários, 14,71% (8,00 p.p.); e bens de consumo, 12,22% (4,65 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,57 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 4,08 p.p.

(Redação – Investimentos e Notícias)