Índice de Preços ao Produtor varia 3,22% em julho

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Índice de Preços ao Produtor varia 3,22% em julho (Foto: Pexels) Índice de Preços ao Produtor varia 3,22% em julho

Em julho de 2020, os preços da indústria subiram 3,22% em relação a junho de 2020, a maior variação positiva da série, iniciada em janeiro de 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acumulado no ano atingiu 7,28%. Na comparação com julho de 2019, a variação de preços foi de 11,13%. Em julho, 21 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 10 do mês anterior.

Em julho de 2020, os preços da indústria variaram, em média, 3,22% em relação a junho/2020. As quatro maiores variações foram nas seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (14,46%), refino de petróleo e produtos de álcool (11,65%), fumo (4,69%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (3,77%). Os setores de maior influência foram: alimentos (0,90 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,89 p.p.), indústrias extrativas (0,68 p.p.) e metalurgia (0,14 p.p.).

O acumulado no ano atingiu 7,28%, ante 3,93% em junho/2020. As atividades de maior variação foram: indústrias extrativas (24,42%), outros equipamentos de transporte (18,58%), madeira (17,30%) e metalurgia (16,92%). No acumulado do ano, os setores de maior influência foram: alimentos (2,83 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-1,77 p.p.), indústrias extrativas (1,10 p.p.) e metalurgia (0,98 p.p.).

No acumulado em 12 meses, a variação de preços foi de 11,13%, contra 6,38% em junho/2020. As quatro maiores variações foram em outros equipamentos de transporte (26,19%), alimentos (23,78%), madeira (19,21%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (17,75%). Os setores de maior influência foram: alimentos (5,24 p.p.), metalurgia (1,05 p.p.), indústrias extrativas (0,83 p.p.) e refino de petróleo e produtos de álcool (-0,72 p.p.).

A variação de preços de 3,22% em relação a junho repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 1,34% em bens de capital; 4,19% em bens intermediários; e 2,25% em bens de consumo, sendo que 0,97% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,52% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Do resultado da indústria geral, 3,22%, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi: 0,11 p.p. de bens de capital, 2,26 p.p. de bens intermediários e 0,86 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,06 p.p. se deveu às variações em bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,79 p.p. nos bens de consumo duráveis. 

No acumulado no ano, as variações de preços da indústria acumularam, até julho, variação de 7,28%, sendo 10,85% a variação de bens de capital (com influência de 0,81 p.p.), 9,29% de bens intermediários (4,97 p.p.) e 3,85% de bens de consumo (1,51 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,39 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 1,12 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na comparação julho 2020/julho 2019, a variação de preços da indústria alcançou 11,13%, com as seguintes variações: bens de capital, 14,16% (1,07 p.p.); bens intermediários, 11,61% (6,29 p.p.); e bens de consumo, 9,86% (3,77 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,50 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 3,27 p.p.

(Redação – Investimentos e Notícias)