IGP-DI registra variação de 2,34% em julho, mostra FGV

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IGP-DI registra variação de 2,34% em julho, mostra FGV (Foto: Pexels) IGP-DI registra variação de 2,34% em julho, mostra FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,34% em julho, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 1,60%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 6,98% no ano e de 10,37% em 12 meses. Em julho de 2019, o índice havia variado -0,01% e acumulava elevação de 5,56% em 12 meses.

“Nesta apuração, o avanço registrado nas taxas do IPA e do INCC foram os grandes destaques. O índice ao produtor apresentou elevação de 6,53% nas matérias-primas brutas, grupo influenciado pela alta de 9,27% no preço do minério de ferro. Já o indicador da construção civil, registrou aumento destacado para materiais e equipamentos (1,12%) e mão de obra (1,37%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,14% em julho, após variar 2,22% em junho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais passou de 1,78% em junho para 0,52% em julho. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,63% para -13,78%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,37% em julho, contra 1,31% em junho.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 2,75% em junho para 2,27% em julho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,28% para 1,13%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,00% em julho, ante 1,71% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 6,53% em julho. Em junho, a taxa havia sido de 2,16%. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: soja em grão (1,21% para 8,87%), minério de ferro (3,93% para 9,27%) e milho em grão (-3,68% para 3,44%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (1,07% para -0,32%), aves (8,89% para 5,72%) e algodão em caroço (3,09% para -0,70%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,49% em julho, após variar 0,36% em junho. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (0,00% para 0,79%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,58%), Transportes (1,05% para 1,22%) e Despesas Diversas (0,19% para 0,22%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-1,17% para 2,32%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,72% para 0,55%), gasolina (3,28% para 3,67%) e cigarros (-0,49% para 0,42%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,57% para 0,13%), Vestuário (0,08% para -0,45%), Educação, Leitura e Recreação (-0,40% para -0,60%) e Comunicação (0,88% para 0,54%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: hortaliças e legumes (-2,66% para -11,90%), roupas (0,14% para -0,59%), cursos formais (-0,89% para -1,54%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (2,00% para 1,10%).

(Redação - Investimentos e Notícias)