IGP-10 varia 0,61% em julho, mostra FGV

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IGP-10 varia 0,61% em julho, mostra FGV (Foto: Pexels) IGP-10 varia 0,61% em julho, mostra FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,61% em julho, percentual superior ao apurado em junho, quando registrou taxa de 0,49%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 4,41% no ano e de 6,23% em 12 meses. Em julho de 2018, o índice havia registrado elevação de 0,93% no mês e de 8,06% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) voltou a subir 0,72%, a mesma taxa do mês anterior. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,01% em julho, após queda de 0,95% em junho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -11,36% para 3,62%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,27% em julho. No mês anterior, a taxa foi de 0,25%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,75% em junho para -0,83% em julho. A principal contribuição para o recuo da taxa do grupo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 1,16% para -6,35%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,18% em julho, após alta de 0,68% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas avançou de 2,67% em junho para 3,34% em julho. As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: minério de ferro (8,38% para 12,05%), milho (em grão) (-0,72% para 6,17%) e laranja (-21,62% para -9,33%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens cana-de-açúcar (4,53% para -0,48%), soja (em grão) (3,97% para 1,83%) e leite in natura (1,55% para -2,83%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,07% em julho. Em junho, o índice havia sido de 0,02%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, cuja taxa passou de -0,66% para 0,04%. Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, que registrou taxa de 1,47% em julho, após queda de 5,75% em junho.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Comunicação (-0,36% para 0,02%), Despesas Diversas (-0,31% para 0,00%) e Educação, Leitura e Recreação (0,71% para 0,80%). As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: pacotes de telefonia fixa e internet (-1,51% para -0,01%), bilhete lotérico (-10,56% para 0,00%) e passagem aérea (11,80% para 18,34%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,05% para -0,64%), Habitação (0,37% para 0,20%) e Vestuário (0,38% para 0,03%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (0,11% para -2,57%), móveis para residência (0,65% para -0,45%) e roupas (0,43% para 0,10%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação da última apuração, que foi de 0,41%. Os destaques nos sentido ascendente e descendente partiram dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,26% para 0,77%) e medicamentos em geral (0,72% para 0,03%), nesta ordem.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,08% em julho, após variar 0,04% em junho. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (0,06% para 0,01%), Serviços (0,09% para 0,22%) e Mão de Obra (0,02% para 1,97%).

(Redação – Investimentos e Notícias)