Confiança do Comércio recua em abril

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Confiança do Comércio recua em abril (Foto: Pexels) Confiança do Comércio recua em abril

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 26,9 pontos em abril, a maior queda em toda a série iniciada em abril de 2010. O ICOM passou de 88,1 para 61,2 pontos, também registrando o mínimo da série histórica. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 12,3 pontos.

“Impactada pela pandemia e pelas medidas de restrição e isolamento social, a confiança do comércio desabou em abril. Ao contrário de março quando a queda havia sido determinada inteiramente pela piora das expectativas, em abril, a percepção da situação atual exerceu a maior influência na piora da confiança, mostrando que o setor registrou queda muito forte no ritmo de vendas no mês. Ainda é difícil observar um cenário de recuperação no curto prazo, mesmo com algum afrouxamento do isolamento social, dado o nível elevado de incerteza e a grande cautela que é observada na percepção dos consumidores“, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Em abril, a confiança caiu em todos os seis segmentos. A piora do índice foi influenciada pelo segundo mês consecutivo de queda das expectativas. O Índice de Expectativas (IE-COM), despencou 19,5 pontos e atingiu 63,2 pontos, o menor patamar desde o início da série.

Além disso, houve deterioração da percepção dos empresários do setor sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) teve perda de 33,0 pontos, registrando 60,9 pontos, o segundo menor valor da série histórica, perdendo apenas para outubro de 2015 (58,4 pontos).

Queda disseminada em todos os grandes grupos

A queda registrada em abril, ocorreu em todos os seguimentos tanto no índice síntese quanto nos subíndices (ISA-COM e IE-COM). A novidade de abril foi a grande piora da percepção dos respondentes com o momento presente. Em março, esse efeito tinha sido amenizado por dois motivos: o período da coleta (dados anteriores às medidas de isolamento, que ocorreu no meio do mês apenas) e por segmentos de bens essenciais que atenuaram o resultado. Já em abril, a queda da série em médias móveis trimestrais foi generalizada, atingindo os duráveis, semiduráveis e não duráveis, este último ainda com percepções menos negativas que os demais, influenciado por hiper e supermercados. Vale ressaltar que no IE-COM a magnitude da queda é forte nas três categorias.

(Redação – Investimentos e Notícias)