Ações PETR4: A visão da Petrobras traçada em gráfico

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Ações PETR4: A visão da Petrobras traçada em gráfico Foto: Divulgação Ações PETR4: A visão da Petrobras traçada em gráfico

Uma das empresas brasileiras mais relevantes no cenário internacional é, sem dúvidas, a Petrobras. Investidores de dentro e de fora do país mantêm o foco no desenvolvimento dos negócios da petroleira.

O interesse é justificável, já que em março de 2016 as ações PETR4 movimentaram mais de U$ 212 milhões na Bolsa de Valores brasileira. Esse número equivale a 8,5% do total da Bovespa.

Ainda em 2016, a empresa subiu no ranking das maiores petrolíferas considerando os Estados Unidos e a América Latina. Anteriormente figurando no décimo lugar, a Petrobras passou para a quarta posição. Do total de 20 companhias listadas, a grande maioria é norte-americana. Sendo a Petrobras a única latino-americana a se destacar na listagem.

Essa recuperação foi fortemente influenciada pela crescente desvalorização do dólar em 2016. A queda da moeda norte-americana ante o Real favoreceu também o aumento no valor de mercado da empresa. 

No fim de 2015, a Petrobras estava avaliada em US$ 25,9 bilhões. Em agosto de 2016, por sua vez, a quantia totalizou cerca de US$ 49,2 bilhões, o equivalente a um salto de 90% em menos de um ano. Todavia, o maior valor de mercado já postulado pela petroleira brasileira foi de US$ 309,48 bilhões em maio de 2008. 

Perspectiva atual das ações PETR4
O ano de 2016 começou trazendo grandes desafios à Petrobras. Especialmente após a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o mercado doméstico como um todo mostrou-se instável. Houve queda brusca de seus ativos já no primeiro mês do ano. A cotação de PETR4 chegou a ficar abaixo de R$ 5 em janeiro. 

Entretanto, em março de 2016, a estatal interrompeu um ciclo de desvalorização com um aumento expressivo. Os ativos da petroleira subiram mais de 57% no mês, mesmo após verificar prejuízo trimestral. 

Em maio, a aprovação de continuidade dos procedimentos na Câmara dos Deputados fez com que as ações PETR4 obtivessem oscilação significativa. Os ativos chegaram a ter variação de 14% em apenas um dia.

Com o passar dos meses, a reação do preço do petróleo no mercado contribuiu para aumentar o valor dos papéis da Petrobras. Contudo, as dívidas ainda são preocupações vigentes no cotidiano da petroleira. 

Mesmo após a troca de gestão, a companhia mantém sua política de desinvestimento. Porém, apesar da forte onda de austeridade, há perspectiva de que a Petrobras invista cerca de US$ 100 bilhões pelos próximos cinco anos.

A empresa
Controlada pelo governo brasileiro, a Petrobras é considerada uma estatal. Presente em 18 países ao redor do mundo, a companhia tem produção de mais de 2 milhões de barris de petróleo diários e outros 2 milhões de barris de derivados por dia.

Entre suas atividades estão:
● Exploração e produção de petróleo e gás;
● Refino;
● Distribuição e transporte;
● Petroquímica e fertilizantes;
● Gás natural;
● Biocombustíveis;
● Geração de energia.

A empresa, no Brasil, ainda conta com:
● 3 fábricas de fertilizantes;
● 5 usinas de biodiesel;
● 9 usinas de etanol;
● 13 refinarias;
● 20 termelétricas;
● 9 mil quilômetros de gasodutos.

Apesar de sua grandiosidade e forte potencial, a Petrobras passa por um panorama de intensa turbulência. O envolvimento de dirigentes da empresa em esquemas de corrupção causaram adversidades nos planos de negócio da estatal. 

Investidores ficaram ainda mais atentos quando as denúncias passaram a ser averiguadas e o foco ainda se mantém nesse viés, já que o desenrolar das investigações pode influenciar diretamente o preço das ações PETR4. 

Há, ainda, grande expectativa em relação às interferências do governo sobre as políticas de preço e comercialização de produtos importantes para a companhia, como a gasolina e o diesel.

Afora as adversidades no cenário político, ainda há possibilidade de valorização na cotação das ações PETR4. Com a posse de novo presidente para a empresa e o início do governo de Michel Temer, as perspectivas de recuperação e aquecimento do mercado ganham mais força.

PETR4: um breve histórico
Na década passada, entre 1997 e 2007, a companhia chegou a ter 1200% de aumento em suas ações PETR4 e PETR3. Todavia, os últimos anos não apresentaram os mesmos bons resultados. 

Em 2007, entre janeiro e setembro, a estatal teve um lucro de aproximadamente US$ 9 bilhões, cunhando o título de empresa mais lucrativa da América Latina. Neste mesmo ano, em decorrência da descoberta do pré-sal, o valor de mercado da Petrobras cresceu exponencialmente, apresentando alta de R$ 48,3 bilhões em apenas um dia.

No ano seguinte, 2008, foi inaugurada a Petrobras Biocombustível e a companhia figurou como uma das três empresas mais lucrativas das Américas. O momento foi tão promissor que, antes da crise financeira em 2008, a forte valorização de suas ações fez com que a estatal ultrapassasse a Microsoft em valor de mercado naquele ano.

Mais recentemente, contudo, a boa fase da estatal chegou ao fim. Em 2015, o dólar chegou a ficar acima do patamar de R$ 4. Com isso, empresa aumentou seu endividamento e somou prejuízos de aproximadamente R$ 3,8 bilhões. 

O cenário, portanto, não se mostrou favorável à cotação de PETR4. Durante a má fase da Petrobras, o valor da ação chegou a cair 40% em 2015. Alguns fatores que impulsionaram esse panorama conturbado foram:
● o início das investigações da operação Lava Jato;
● desvalorização do petróleo;
● fortes oscilações nos papéis PETR4 e PETR3;
● altos gastos com processos tributários e trabalhistas;
● devolução de determinados campos de exploração para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). 

Estatal aposta no pré-sal
Desde sua descoberta, em 2007, a camada do pré-sal no litoral brasileiro vem sendo um dos principais focos de investimento da Petrobras. A camada pré-sal possui acumulações de óleo de excelente qualidade e de alto valor comercial no mercado. 

Por isso, há grandes expectativas em relação à produção da estatal neste nicho, especialmente devido à possibilidade de fortalecimento do negócio relativo ao setor de energia. 

A rápida evolução brasileira na exploração e produção de óleo do pré-sal fica evidente nos números divulgados. Houve crescimento de 50 vezes na produção diária, saltando de uma média de 40 mil barris diários em 2010 para 2 milhões de barris por dia em meados de 2016.

O patamar de 1 milhão de barris de petróleo diárias produzidas no pré-sal foi alcançada em menos de uma década depois da descoberta geológica. Nos dois últimos anos o crescimento foi ainda mais impressionante, já que os números de produção quadruplicaram.

Devido ao alto potencial de retorno, o programa de exploração do pré-sal brasileiro se tornou o cerne dos investimentos da empresa. As perspectivas da Petrobras é de que ocorra investimentos de mais de US$ 60 bilhões na produção e exploração de petróleo e gás natural até 2021. 

O otimismo da estatal indica que o pré-sal pode ser uma ótima rota para escapar de vez da recente temporada de turbulência. Isso porque a relevância estratégica do negócio e o aumento contundente de produtividade apontam para oportunidades reais de recuperação para a gigante brasileira. 

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(Redação - Agência IN)