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Taxas dos DIs Fecham com Leves Baixas em Dia de Estabilidade no Mercado Brasileiro

  • 12/11/2025 - 17h01
  • Atualizado 2 meses atrás
  • 3 min de leitura

As taxas dos DIs fecharam com leves baixas, em uma sessão de certa “ressaca” no mercado após os recuos mais recentes na curva brasileira, sem que o noticiário desta quarta-feira apresentasse gatilhos para movimentos mais fortes.

Apesar da leve alta do dólar ante o real, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,87% no fim da tarde, ante o ajuste de 12,901% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,415%, ante o ajuste de 13,425%.

Na terça-feira as taxas dos DIs haviam fechado com fortes baixas, superiores a 15 pontos-base nos vencimentos curtos, com investidores elevando as apostas de que o Banco Central iniciará o ciclo de cortes da Selic já em janeiro. O movimento ocorreu na esteira de uma inflação abaixo do esperado em outubro e de mensagens vistas como mais brandas do BC na ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nesta quarta-feira, porém, as taxas futuras oscilaram em margens bastante estreitas, mantendo-se próximas dos ajustes da véspera, no que um operador ouvido pela Reuters qualificou como um dia de “ressaca”, em que “nada fez preço no DI”.

Em dois eventos em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, adotou um tom cauteloso ao tratar da política monetária, afirmando que a instituição não deu qualquer sinal sobre o que fará no futuro, seguindo dependente de dados para tomar suas decisões.

“Todo mundo pode fazer a aposta que quiser, mas a gente vai continuar dizendo e fazendo as nossas reações de maneira bem clara, de que não há qualquer tipo de tergiversação sobre o que é o nosso mandato, que é perseguir a meta”, disse, durante entrevista coletiva pela manhã.

“Se por acaso você entendeu que alguma questão da nossa comunicação foi um sinal sobre que o Banco Central pode vir a fazer no futuro, você entendeu errado”, reforçou.

À tarde, em evento da Bradesco Asset Management, Galípolo disse que a progressão dos dados de inflação em direção à meta de 3% tem sido lenta e gradual, algo “bastante incômodo” para a autoridade monetária.

Apesar das falas de Galípolo, a curva pouco se mexeu, mantendo a percepção de que a probabilidade de corte da Selic em janeiro está maior.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries tinham quedas firmes no fim da tarde, com investidores se apegando a dados mais fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano para elevar as apostas de que o Federal Reserve voltará a cortar juros em dezembro.

Rendimento do Treasury

  • Às 16h41, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,06%.

(Com Reuters)

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