O ex-presidente Jair Bolsonaro estava aguardando nesta terça-feira uma autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser levado ao hospital para passar por exames após bater a cabeça em um móvel ao sofrer uma queda durante a noite na instalação da Superintendência da Polícia Federal em Brasília onde cumpre pena de prisão, disse a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em publicação no Instagram.
“Estamos no estacionamento do DF Star, aguardando o ministro Alexandre de Moraes autorizar a vinda do Jair ao hospital”, escreveu a ex-primeira-dama em publicação na rede social.
Houve desencontro nas informações sobre a ida de Bolsonaro ao hospital. Inicialmente Michelle havia escrito: “Estamos indo para o hospital. Meu amor passará por exames”.
A própria Polícia Federal havia confirmado a informação. A PF chegou a informar em nota que um médico particular do ex-presidente havia solicitado que Bolsonaro fosse ao hospital para ser submetido a exames, o que havia sido autorizado.
“A Polícia Federal encaminhará o ex-presidente ao Hospital DF Star para realização de exames, após pedido do seu médico particular”, disse a PF. Essa nota, no entanto, foi posteriormente atualizada pela PF com a necessidade de autorização pelo Supremo.
Mais cedo, no Instagram, a ex-primeira-dama relatou que o marido havia sofrido uma queda durante a madrugada e batido a cabeça em um móvel. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça em um móvel”, escreveu.
Segundo ela, como o quarto em que Bolsonaro está preso fica fechado, ele só recebeu atendimento pela manhã quando foram chamá-lo para que recebesse a visita dela.
Em mensagem à Reuters, o médico Claudio Birolini, um dos que atendeu Bolsonaro durante sua internação hospitalar encerrada na semana passada, disse que os médicos alertaram que um episódio como esse poderia acontecer. Ele disse que o ex-presidente sofreu um traumatismo crânio-encefálico leve, foi avaliado por um médico da PF e, pelo que tinha recebido de informações, estava bem.
Na semana passada, Bolsonaro teve alta hospitalar e retornou ao cumprimento da pena na Superintendência da PF na capital federal depois de passar por procedimentos médicos em um hospital de Brasília para tratamento de hérnia inguinal bilateral e soluços persistentes.
Bolsonaro, que foi esfaqueado no abdômen durante um evento de campanha em 2018, tem um histórico de internações e cirurgias relacionadas ao ataque.
A defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo em que Bolsonaro foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, a prisão domiciliar para o ex-presidente apontando seus problemas de saúde, mas até agora todos os pedidos foram rejeitados.
(Com Reuters)