Brasileiros protegem mal smartphones e PCs

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Telefones sem bloqueio e senhas fracas em PCs contribuem para elevar risco à perda de privacidade Foto: Divulgação Telefones sem bloqueio e senhas fracas em PCs contribuem para elevar risco à perda de privacidade

Duas pesquisas da Avast, fabricante do sistema de segurança mais confiável do mundo para dispositivos móveis e PCs, mostram que a maioria dos usuários brasileiros de dispositivos móveis está preocupada com a segurança de suas informações, e que a maioria dos usuários de desktops diz utilizar senhas seguras. Mas as pesquisas mostram que nos dois casos faltam boas práticas de segurança: só 39,0% dos smartphones são bloqueados com senha; e 93,5% dos usuários de desktops dizem que usam senhas fortes, mas 95% deles criam senhas fracas, apenas com letras e algarismos.

O estudo da Avast, feito em outubro de 2015, revelou que a maioria dos sites de web mais visitados no Brasil não levam os usuários a escolher senhas seguras. A Avast descobriu também que 50,5% dos brasileiros que usam PCs trocam suas senhas só uma vez por ano ou com menor frequência. E desses, 12,4% só fazem a troca após informados de uma violação de dados ou roubo de identidade. Entre os usuários de smartphones, 75,95% se dizem procupados ou muito preocupados com a possibilidade de que alguém veja informações pessoais nos dispositivos, mas 61,02% não colocam senha sequer para o chip.

Em caso de violação de dados, os usuários brasileiros de smartphones preferem que haja acesso a suas fotos comprometedoras (52,78%) e não a suas informações bancárias (47,22%). Um total de 36,29% declarou que se pudesse bloquear uma aplicação seria a de mobile banking, vindo em segundo lugar o WhatsApp com 26,66%. Para os usuários brasileiros de PCs, o pior pesadelo seria uma invasão do site do seu banco.

"Enquanto os brasileiros estão legitimamente preocupados com a privacidade, há una desconexão entre essa preocupação e as medidas que tomam para proteger a si mesmos", disse Vince Steckler, CEO da Avast. "Os usuários têm uma grande variedade de dispositivos e senhas, e quando se sentem incomodados tendem a fazer práticas não seguras, que colocam em perigo sua privacidade".

A Avast descobriu que somente 23,21% dos usuários de desktops usam senhas com mais de oito caracteres; e que apenas 7,92% usam uma combinação que inclui caracteres especiais. Para piorar, os sites da web facilitam a adoção de senhas fracas: dos 20 endereços de web mais visitados pelos Brasileiros, 12 permitem senhas com 6 caracteres, dos quais um permite senhas com 5, um permite com 4 e um com apenas 1 caractere.

"Se deixamos as senhas muito fáceis para os hackers, eles podem tirar a nossa privacidade, seja por nossa própria preguiça na criação de senhas ou porque os sites visitados não exigem mais de nós", disse Steckler, acrescentando que "devemos proteger a nossa privacidade, mudar o nosso comportamento, e isso inclui o uso de técnicas mais desenvolvidas de gerenciamento de senhas".

(Redação - Agência IN)