Elevação da Selic para 12,75% demonstra rigor no combate à inflação, avalia FecomercioSP

O Banco Central elevou pela quarta vez consecutiva a taxa Selic, que passa de 12,25% para 12,75%. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, é um sinal de que o Banco Central mantém uma postura mais agressiva no combate à inflação, principalmente neste momento em que o realinhamento de muitos preços (luz, transportes, combustíveis, IPTU, matrículas etc.) continua a colocar a inflação mensal (de janeiro e fevereiro) acima de 1%.

Selic deve subir 0,5 p.p, prevê professor da FGV

A taxa básica de juros (Selic) deve subir em até 0,50 p.p nesta quarta-feira (4). “A depreciação do real acelerou-se desde a última reunião. Além disso, o Banco Central pode reduzir sua intervenção no mercado de câmbio acelerando este processo. Outra razão para o aumento da Selic é que o BC deve combater os efeitos secundários dos choques de preços de hortifrutigranjeiros, bem como do aumento de combustíveis e energia elétrica. Uma vez que estes não foram dissipados”, explica o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), Clemens Nunes.

Copom inicia reunião que vai definir trajetória da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) começa hoje (3) reunião de dois dias para definir a trajetória da taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira. A Selic serve de referência para as demais taxas de juros, e a expectativa de analistas e investidores do mercado financeiro é de que o índice passe dos atuais 12,25% para 12,75% ao ano. A expectativa do mercado foi divulgada pelo Banco Central ontem (2), no boletim Focus.

Ata do Copom revela que ambiente externo permanece complexo

A Ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), divulgada nesta quinta-feira, 29, aponta que a evidência internacional indica que taxas de inflação elevadas geram distorções que levam a aumentos dos riscos e deprimem os investimentos. Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários. O Comitê enfatiza, também, que taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias. Por conseguinte, taxas de inflação elevadas reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como de geração de empregos e de renda.

Alta dos juros dificultará recuperação da economia, avalia CNI

A alta de 0,5 ponto percentual na taxa Selic (juros básicos da economia) tornará ainda mais difícil a recuperação da economia. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio das contas públicas para impulsionar a produção e o investimento.

"Apesar da alta nos juros e do pacote fiscal, o momento é de acreditar”, afirma Abigraf

Apesar das dificuldades que a indústria atravessa, decorrentes do baixo crescimento nos últimos anos, desemprego e inflação crescentes e do presumível aumento de custos em função dos ajustes fiscais anunciados pelo ministro da fazenda, Joaquim Levy, a alta de 0,5% na taxa básica de juros (Selic), anunciada hoje pelo Copom, não surpreende a indústria gráfica. 

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