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Política

Deportações nos EUA sob a administração Trump

  • 21/02/2025 - 17h26
  • Atualizado 10 meses atrás
  • 4 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deportou 37.660 pessoas durante seu primeiro mês no cargo, segundo dados inéditos do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês), um número menor do que a média mensal de 57.000 registrada no último ano do governo do antecessor Joe Biden.

Uma autoridade do governo Trump e especialistas disseram que as deportações devem aumentar nos próximos meses, à medida que o presidente abre novos caminhos para ampliar detenções e expulsões de imigrantes ilegais.

A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, disse que os números de deportação da gestão Biden parecem “artificialmente altos” devido aos níveis mais elevados de imigração ilegal no governo passado.

Trump fez campanha para a Casa Branca prometendo deportar milhões de estrangeiros na maior operação de deportação da história dos EUA. No entanto, os números iniciais sugerem que o republicano pode ter dificuldades de igualar os registros do último ano do governo do democrata Biden, quando um grande número de imigrantes foi detido atravessando a fronteira ilegalmente, o que facilitou a deportação.

Os esforços de Trump, no entanto, podem deslanchar nos próximos meses em meio a acordos com a Guatemala, El Salvador, Panamá e Costa Rica para receber imigrantes ilegais de outras nações deportados pelos EUA, disseram fontes.

As Forças Armadas norte-americanas auxiliaram em mais de uma dúzia de voos de deportação para Guatemala, Honduras, Panamá, Equador, Peru e Índia. O governo Trump também transportou imigrantes venezuelanos para a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo.

No final de janeiro, o presidente disse que o local seria preparado para receber até 30.000 imigrantes ilegais, apesar da resistência de grupos de defesa de liberdades civis.

As deportações auxiliadas por militares devem aumentar, considerando o vasto orçamento do Pentágono e a habilidade do órgão de angariar recursos, de acordo com Adam Isacson, especialista em segurança do centro de estudos Washington Office on Latin America.

Aumento das deportações

O governo norte-americano age para facilitar a prisão de imigrantes sem antecedentes criminais e para deter mais pessoas com ordens de deportação definitivas.

No mês passado, o Departamento de Justiça emitiu um memorando permitindo que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) prendam imigrantes nos tribunais de imigração, revertendo uma política do governo Biden que limitava essas prisões.

Na quarta-feira, o Departamento de Estado norte-americano identificou o grupo venezuelano Tren de Aragua e outras sete facções criminosas como organizações terroristas. De acordo com a lei de imigração dos EUA, membros de gangues designadas como terroristas e pessoas com vínculos com esses grupos podem se tornar deportáveis.

Durante as três primeiras semanas do governo Trump, o ICE prendeu cerca de 14.000 pessoas, disse o “czar da fronteira” Tom Homan, na semana passada. Isso equivale a 667 prisões por dia — o dobro da média do ano passado, um ritmo em direção a 250 mil prisões anuais.

As prisões diárias do ICE atingiram uma máxima de 800 a 1.200 durante a primeira semana de Trump no cargo, depois caíram à medida que os centros de detenção ficaram lotados e os policiais que estavam em cidades-alvo voltaram para casa.

“Vai ser como virar um cargueiro nos primeiros meses”, disse Isacson. “A parte civil do governo dos EUA não pode fazer muito.”

Embora as prisões tenham aumentado, o espaço de detenção do ICE continua sendo um fator limitante. Atualmente, a agência mantém cerca de 41.100 detentos, com orçamento para manter 41.500.

Cerca de 19.000 desses detentos foram presos pelo ICE, enquanto 22.000 foram detidos por autoridades de fronteira dos EUA, de acordo com dados da agência publicados em fevereiro.

Segundo dados do ICE, 2.800 imigrantes detidos pelo órgão não tinham registro criminal. O número aumentou em relação a 858 que estavam presos até a terceira semana de janeiro, antes da posse de Trump.

(Com Reuters)

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