Israel matou pelo menos duas pessoas, entre elas uma menina, e feriu outras quatro, incluindo outras crianças, em um ataque aéreo nesta segunda-feira em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, informaram autoridades do principal hospital da cidade, o Hospital Nasser.
O Exército israelense afirmou que o ataque, realizado em uma área controlada pelo Hamas, tinha como alvo um militante do Hamas que planejava atacar as tropas israelenses no sul de Gaza.
Israel tem realizado repetidos ataques aéreos em Gaza desde que um acordo mediado pelos EUA entrou em vigor em outubro, interrompendo a maioria dos combates. Israel afirma que seus bombardeios têm como objetivo evitar ataques ou destruir infraestrutura dos militantes.
O Ministério da Saúde de Gaza afirma que 422 palestinos foram mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Militantes de Gaza mataram três soldados israelenses no mesmo período.
Na primeira fase do acordo, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Israel manteve o controle de 53% de Gaza. O Hamas concordou em entregar restos mortais de reféns e libertar os que estão vivos em troca da libertação dos palestinos detidos por Israel.
Os últimos restos mortais que ainda não foram entregues pertencem a um policial israelense morto em 7 de outubro de 2023 — dia em que os militantes de Gaza invadiram Israel, matando 1.200 pessoas e fazendo cerca de 250 reféns, de acordo com os registros israelenses.
A ofensiva de Israel em Gaza matou mais de 71.000 palestinos, a maioria deles civis, de acordo com autoridades de saúde locais. A maior parte do território está em ruínas, com a população de mais de 2 milhões de pessoas vivendo em casas improvisadas ou prédios danificados em áreas de onde as forças israelenses se retiraram.
Nesta segunda-feira, pai e filho morreram no desabamento de sua casa em Gaza, que havia sido danificada em um ataque israelense anterior, disseram autoridades de Gaza.
(Com Reuters)