Vendas líquidas da incorporadora RNI crescem 37% no 1T20

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Vendas líquidas da incorporadora RNI crescem 37% no 1T20 Foto: Divulgação Vendas líquidas da incorporadora RNI crescem 37% no 1T20

A expansão do novo coronavírus pelo país e as medidas de afastamento social adotadas nos Estados afetaram o fluxo de lançamentos e as ações comerciais do setor imobiliário no primeiro trimestre. Nesse cenário restritivo, a incorporadora RNI registrou R$ 75,5 milhões em vendas líquidas entre janeiro e março, uma alta de 37% em relação ao resultado apurado no último trimestre de 2019 – quando a empresa teve seu maior volume de lançamentos, com 1,5 mil novas unidades. Na comparação anual, houve queda de 6%.

“A Covid-19 teve um efeito maior a partir de março. A RNI fechou temporariamente seus estandes de venda, segurou alguns lançamentos previstos para o mês e implementou o atendimento 100% digital em todas as suas operações no país. Houve um impacto na receita, mas tivemos algumas boas sinalizações nesse momento adverso. Em abril, por exemplo, tivemos um crescimento no volume bruto comercializado em relação à média dos três primeiros meses do ano. Por outro lado, estamos abertos a renegociações para evitar distratos”, diz o presidente da incorporadora, Carlos Bianconi.

A RNI lançou dois empreendimentos no trimestre: o condomínio vertical High Redentora, em São José do Rio Preto (SP), que teve 30% de suas unidades vendidas, e a quinta fase do loteamento Recanto das Emas, em Goiânia (GO). O Volume Geral de Vendas (VGV) lançado no período totalizou R$ 64,9 milhões. Mais dois projetos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida e inicialmente previstos para chegarem ao mercado em março entraram em pré-lançamento no mês de maio, um deles em São Paulo e outro em Goiânia.

A receita líquida da companhia de janeiro a março foi de R$ 55,8 milhões, e o resultado líquido foi negativo em R$ 7,37 milhões – uma redução de 25% na comparação anual. A companhia, que é o braço imobiliário do grupo Rodobens, iniciou um novo ciclo de crescimento em 2019 e obteve lucro líquido no acumulado do ano passado.

A margem bruta ajustada da RNI foi de 24,8% no primeiro trimestre, o que representa uma expansão de 6,1 pontos percentuais em relação a igual período do ano passado. Já a margem bruta do Resultado do Exercício Futuro (REF) rompeu a barreira dos 30,3%, uma expansão de 4,5 pontos percentuais na comparação anual. “Esse percentual demonstra que as vendas dos produtos lançados na nova estratégia são efetivadas com a rentabilidade esperada e ilustra a tendência de resultado futuro da RNI”, diz Bianconi.

O resultado financeiro da empresa foi de R$ 6,8 milhões, influenciado pelas correções de carteira própria, que é indexada ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), e pela redução das despesas financeiras da companhia após renegociações e portabilidades. Medidas como essas também garantiram uma redução de 2,0 pontos percentuais na taxa média da dívida de produção da incorporadora.

A dívida líquida da RNI fechou o trimestre em 344,8 milhões. Já a relação Dívida Líquida sobre Patrimônio Líquido da empresa ficou em 56,0%, e a Dívida Líquida excluída a Dívida de Produção sobre Patrimônio Líquido foi de -1,1%.

(Redação - Investimentos e Notícias)