Vendas de novas cotas de consórcio reagem no 1ª quadrimestre de 2016

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Vendas de novas cotas de consórcio reagem no 1ª quadrimestre de 2016 Foto: Divulgação Vendas de novas cotas de consórcio reagem no 1ª quadrimestre de 2016

Entre os vários setores onde o Sistema de Consórcios está presente, os destaques em vendas de novas cotas nos últimos meses foram veículos leves, pesados e imóveis. As adesões nos três setores assinalaram queda em fevereiro em comparação a janeiro e mostraram inversão em março e abril ao apontarem crescimento.

"É possível observar que entre abril e janeiro deste ano ocorreu maior volume de vendas de novas cotas nos três setores", explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Enquanto em veículos leves, a elevação foi de 5,4%, subindo de 74 mil adesões (janeiro/2016) para 78 mil (abril/2016), nos pesados a alta foi de 34,6%, ao saltar de 2,6 mil (janeiro/2016) para 3,5 mil (abril/2016).

Em imóveis, o aumento foi de 17,3%, resultado da ampliação dos 15 mil novos participantes (janeiro/2016) para 17,6 mil (abril/2016).

BALANÇO DO QUADRIMESTRE MOSTRA ESTABILIDADE

Apesar da redução de 12,8% nas vendas de novas cotas em todos os setores do Sistema de Consórcios - veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e serviços - com 680,6 mil (jan-abr/2016) contra as 780,5 mil (jan-abr/2015) anteriores, o total de participantes ativos apresentou ligeira alta (0,4%) e chegou aos 7,12 milhões em abril deste ano contra os 7,09 milhões contabilizados naquele mês de 2015.

Nas contemplações, houve diminuição de 1,9% na relação das 469,8 mil acumuladas no primeiro quadrimestre deste ano, com as 478,7 mil registradas no mesmo período em 2015.

Os negócios realizados resultaram baixa nos créditos comercializados ao anotarem redução de 17,1% na comparação dos R$ 23,02 bilhões (jan-abr/2016) com os R$ 27,76 bilhões (jan-abr/2015) anteriores. Situação confirmada pela diminuição do valor do tíquete médio de abril. Enquanto em 2015 era de R$ 36,7 mil, este ano ficou em R$ 35,3 mil, baixa de 3,8%.
Em contrapartida, mesmo com o decréscimo das contemplações, o total de créditos concedidos apontou aumento de 2,8%. Foram R$ 14,01 bilhões disponibilizados na somatória de janeiro a abril deste ano versus R$ 13,63 bilhões totalizados nos mesmos quatro meses de 2015.

Para o presidente executivo da ABAC, "os indicadores, que mostraram tendência de baixa no quadrimestre, evidenciaram as consequências do momento político-econômico nacional, quando se observou falta de confiança e certa insegurança dos consumidores com relação ao emprego e ao futuro. Tais manifestações vêm provocando adiamento de fechamento de negócios, especialmente aqueles que envolvem compromissos financeiros de médio e longo prazos, com a consequente redução de vendas".

Ao acreditar que com o viés positivo no total de consorciados ativos de abril com o volume alcançando 7,12 milhões, pouco acima dos 7,11 milhões de março último e dos 7,09 milhões de abril de 2015, além do otimismo com o governo interino, "há possibilidade de haver inversão na tendência com o resultado anual superando as dificuldades atuais", completa Rossi.

POTENCIAIS PARTICIPAÇÕES DOS CONSÓRCIOS AUMENTAM

No primeiro quadrimestre deste ano, do total de 529,7 mil veículos leves comercializados no mercado interno, segundo a Anfavea, 34,4% tiveram participação potencial do acumulado de 182 mil contemplados. No mesmo período de 2015, a comparação mostrava 23,7% da potencial presença dos 169 mil contemplados nos 712,3 mil veículos comercializados internamente. Um acréscimo de 10,7 pontos porcentuais.

"Esse aumento da presença dos consórcios", explica Rossi, "registra a mudança gradual e consolidada do comportamento de consumidores interessados em adquirir esses bens pela modalidade. Mostra ainda que a maturidade, adquirida pelo conhecimento dos princípios da educação financeira, ampliou o universo das vendas no país de forma planejada e colaborou com o consumo responsável. Paralelamente, contribuiu ainda com os diversos elos da cadeia produtiva como indústria e comércio".

Se a crise político-econômica levou a indústria automobilística a retrações em vários de seus setores, especialmente nos chamados leves e pesados, também no mercado das duas rodas o fato se repetiu. Enquanto nos primeiros quatro meses do ano passado, a presença potencial era de 60,3%, gerada pela relação de 270 mil contemplados como parte das 448 mil motocicletas vendidas no atacado do mercado interno, segundo a Abraciclo, nos mesmos meses deste ano, também houve crescimento: mais 25,3 pontos porcentuais.

Ao atingir 85,6% de potencial participação, com 246,1 mil contemplações no total de 287,6 mil vendas internas, os consórcios registraram uma das maiores presenças ocorridas na história do setor de motocicletas e motonetas. Praticamente, uma moto a cada negócio fechado no quadrimestre.

(Redação - Agência IN)