Varejo de materiais de construção volta a perder empregos

  •  
Varejo de materiais de construção volta a perder empregos (Foto: Divulgação) Varejo de materiais de construção volta a perder empregos

O varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo apresentou, depois de três meses seguidos com alta, retração de vagas com carteira assinada. Em novembro, 564 foram perdidas no segmento. No mês anterior, outubro, o resultado havia sido positivo com a abertura de 237 postos.

Dentre os municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, a capital (-372 vagas) e Guarulhos (-55 vagas) contabilizaram as maiores perdas de vagas no mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção. Em doze meses, a cidade de São Paulo liderou também a redução de vínculos, com -604 vagas.

Em novembro houve saldo negativo nos três setores específicos avaliados. Com atenção especial ao varejo de ferragens, madeira e materiais de construção (-541 vagas). Os primeiros onze meses do ano contaram com a criação de 249 postos de trabalho. No entanto, em 12 meses, o saldo permanece negativo com a redução substancial de 771 postos de trabalho.

O economista Jaime Vasconcellos, do Departamento de Economia e Pesquisa do Sincomavi, comenta que depois de gerar quase 800 vagas entre agosto e outubro, o mercado de trabalho do varejo de tintas, vidros e materiais de construção da RMSP voltou a encolher. “Obviamente é uma informação ruim, principalmente depois de se avaliar um processo de reação da geração de vagas. Todavia, se mostra importante ressaltar a sazonalidade negativa que ocorre aos empregos no setor nos últimos bimestres do ano”, adverte. Segundo ele, é um movimento já esperado, devido ao direcionamento da maior parte da renda da população ao varejo de bens essenciais, de vestuário e demais setores alavancados pelo Natal. “Além disso, há normalmente paralização ou postergação de obras neste período. Com isso, os números de novembros não são bons, porém não nos parece que deverão alterar a perspectiva positiva de 2018”, garante.

(Redação – Investimentos e Notícias)