Varejo de materiais de construção criou 286 empregos

Varejo de materiais de construção criou 286 empregos (Foto: Divulgação) Varejo de materiais de construção criou 286 empregos

Depois de recuos sucessivos no mercado de trabalho setorial, o varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou um saldo positivo de 286 vagas em janeiro, resultado proveniente de 2.422 admissões e 2.136 desligamentos. Desempenho muito mais favorável na comparação com o mês anterior, no qual 1.021 vagas foram perdidas. No saldo acumulado em doze meses, ocorreu a eliminação de 4.353 vagas no setor varejista de materiais de construção. 

O economista Jaime Vasconcellos ressalta que ao se observar a movimentação da mão de obra apenas nos meses de janeiro, desde 2008, este último número divulgado mantém a tendência de 2016 na retomada dos saldos positivos, sendo um número ainda mais favorável que o registrado no ano passado.

Em janeiro, dentre os municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, aquele com a maior avanço no mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção foi Guarulhos, com 107 vagas. Por outro lado, Osasco (-21 vagas) contou com a maior retração.

Considerando o desempenho em doze meses, de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017, São Paulo alcançou o pior resultado ao cortar 2.251 vagas. Francisco Morato, por sua vez, obteve o maior saldo positivo: 52 vagas.
A geração de emprego em janeiro foi puxada pelo varejo de ferragens, madeira e materiais de construção, com 304 admissões a mais que desligamentos. Já o varejo de tintas e vidros perderam 18 postos de trabalho no período analisado.

“Após quatro meses consecutivos de saldo negativo, finalmente uma ligeira recuperação do setor”, comenta Jaime. Em sua opinião, talvez neste momento a melhor palavra para descrever os números de janeiro seja “reação”. Apesar disso, é preciso ainda uma avaliação por um período mais longo para se afirmar com certeza a tendência de recuperação do mercado de trabalho. “Em geral, 2017 deve ser um ano de saldos menores no emprego formal, sejam eles positivos ou não, isto é, há um horizonte de estabilidade”. Isso pode ocorrer em razão do grande enxugamento dos quadros funcionais dos estabelecimentos e também pela expectativa de melhora do cenário econômico para o segundo semestre, com estancamento do desemprego, impactos das baixas na taxa de juros e estabilização de endividamento das famílias.

(Redação – Agência IN)