Vale teve forte geração de caixa operacional no 1T18

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Vale teve forte geração de caixa operacional no 1T18 (Foto: Divulgação) Vale teve forte geração de caixa operacional no 1T18

A Vale teve uma forte geração de caixa operacional no primeiro trimestre (1T18), que, somada aos recursos da venda dos ativos de fertilizantes e ao Project Finance de Moçambique, suportou o aumento do fluxo de caixa em relação ao 4T17, totalizando US$ 5,015 bilhões, a melhor performance desde 1T11, o que permitiu uma redução substancial da dívida líquida de US$ 3,242 bilhões no trimestre. 

"O primeiro trimestre de 2018 foi marcado pela desalavancagem, com a dívida líquida atingindo US$ 14,9 bilhões, o menor nível desde o 2T11, mesmo pagando US$ 1,4 bilhão de remuneração aos acionistas. No curto prazo, atingiremos a meta de US$ 10 bilhões da dívida líquida, e nosso sólido balanço e forte geração de caixa nos permitirão aumentar substancialmente a remuneração aos acionistas", destacou o CFO da Vale, Luciano Siani Pires.

A flexibilidade da cadeia de valor da Vale levou ao recorde de volumes de vendas de minério de ferro e pelotas para um primeiro trimestre, apesar do desafio de uma menor produção sazonal. Consequentemente, o EBITDA ajustado foi de US$ 3,971 bilhões no 1T18, permanecendo praticamente em linha em relação ao 4T17.

De acordo com a estratégia de adotar um processo rigoroso de alocação de capital baseado em retornos, o CAPEX atingiu US$ 890 milhões, o menor nível para um primeiro trimestre desde 1T05, seguindo a tendência de ficar abaixo de US$ 1 bilhão trimestralmente, e reforçando o nosso guidance para o CAPEX de US$ 3,8 bilhões em 2018.

O segmento de Minerais Ferrosos teve um ótimo resultado no 1T18, com o EBITDA ajustado atingindo US$ 3,408 bilhões no 1T18, como resultado das contribuições de maior qualidade e prêmio médio, que aumentaram o preço realizado wmt CFR/FOB da Vale, refletindo: (a) a flexibilidade das operações; (b) a gestão ativa de cadeia de valor; (c) o aumento da participação dos produtos premium no total de vendas.

O portfólio de produtos premium e flexível da Vale é o mais bem posicionado para se beneficiar da tendência de "flight to quality". No 1T18, a Vale atingiu mais um marco na melhora do teor de Fe, na realização de preço e na contribuição de pelotas, que resultou na redução do EBITDA breakeven,3 de minério de ferro e pelotas para US$ 30,5/dmt no 1T18. 

Isto significou uma redução de US$ 1,7/t em relação ao 4T17 e um maior EBITDA ajustado por tonelada dos Minerais Ferrosos[3], que totalizou US$ 39,8/t no 1T18, representando um aumento de US$ 3,7/t em relação ao 4T18. "A Divisão de Minerais Ferrosos da Vale está seguindo sua estratégia bem definida de value over volume e tem otimizado progressivamente a realização de preço e margens baseadas na proporção crescente de produtos premium assim como a gestão ativa de sua cadeia de valor", comentou Peter Poppinga, diretor-executivo de Minerais Ferrosos e Carvão.

A decisão da Vale de reiniciar a planta de pelotização Tubarão II e a negociação de melhores condições para o prêmio da pelota em média US$ 60/wmt para o ano, ficando US$ 10/wmt acima de 2017, foram percebidas nos resultados, com o EBITDA ajustado de pelotas, totalizando US$ 763 milhões no 1T18, o que equivale a um aumento de 13% em relação ao 4T17, e representando 19% do total do EBITDA ajustado da Vale. 

A Vale é um player de níquel premium com um mix de produtos único e posição de mercado diferenciada, tendo se beneficiado dos maiores preços de níquel no 1T18, resultando em um EBITDA ajustado de Metais Básicos de US$ 644 milhões. 

"Estamos focados em melhorar ainda mais a competitividade do negócio de Metais Básicos, otimizando as margens e mantendo a opcionalidade do níquel num cenário de maior demanda por níquel Classe I. No 1T18, compensamos parcialmente as limitações de produção não planejadas na mina de Coleman em Sudbury com o foco de marketing na maximização da realização de preço de nosso mix de produtos prêmio", comentou Eduardo Bartolomeo, diretor-executivo de Metais Básicos.

A VNC registrou seu melhor resultado pelo segundo trimestre consecutivo, com um EBITDA ajustado de US$ 28 milhões no 1T18, refletindo os maiores preços de níquel e cobalto.

Os resultados do segmento de Carvão da Vale continuaram a melhorar no 1T18, impulsionados por maiores preços realizados, demonstrando o esforço da empresa em aumentar a participação de contratos atrelados ao preço-referência, o que resultou em uma melhora de 41% no EBITDA ajustado do segmento de Carvão, no montante de US$ 104 milhões no 1T18, apesar dos menores volumes de produção.

Por fim, a Vale anunciou em 29 de março de 2018 uma nova política de dividendos, que foi elaborada para ser: ao mesmo tempo agressiva e sustentável por um longo período; aplicável em qualquer cenário de preço; previsível em relação às datas de pagamento e ao montante a ser distribuído. 

A política entrará em vigor a partir dos resultados do primeiro semestre de 2018. Assim, de acordo com a nova política, os resultados do 1T18 indicam um pagamento mínimo da remuneração aos acionistas de US$ 1,033 bilhão, o qual será aumentado para o pagamento em setembro de 2018, aplicando-se o indicador de 30% sobre o EBITDA ajustado menos o investimento corrente do 2T18.