Vale registra lucro líquido de US$ 2.908 mi no 3T20

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Vale registra lucro líquido de US$ 2.908 mi no 3T20 (Foto: Divulgação) Vale registra lucro líquido de US$ 2.908 mi no 3T20

O EBITDA proforma da Vale totalizou US$ 6,224 bilhão, ficando US$ 2,638 bilhão acima do 2T20 e foi o maior desde o 4T13. Embora o EBITDA tenha melhorado em todos os negócios da Vale, o melhor resultado deveu-se principalmente pelo aumento de 26% dos preços realizados de minério de ferro e pelo aumento de 20% no volume de vendas de minério de ferro no 3T20.

O EBITDA ajustado, que inclui US$ 129 milhões de despesas relacionadas a Brumadinho e de doações relacionadas ao COVID-19 e iniciativas de suporte ao combate a pandemia, totalizou US$ 6,095 bilhões.

O EBITDA de Minerais Ferrosos totalizou US$ 5,856 bilhões no 3T20, ficando US$ 2,354 bilhões acima do 2T20.

O preço realizado da Vale de finos de minério de ferro totalizou US$ 112,1/t, um aumento de US$ 23.2/t quando comparado ao 2T20, refletindo o aumento do preço de referência 62% Fe e a curva de preço futura, devido a forte demanda chinesa.

O custo caixa C1 de finos de minério de ferro diminuiu US$ 2,2/t, totalizando US$ 14,9/t no 3T20. O menor custo caixa C1 deveu-se, principamente, à maior diluição de custos fixos (US$ 1,5/t) e a normalização dos custos de demurrage (US$ 0,9/t), ambos efeitos antecipados no relatório do 2T20. Os efeitos positivos foram parcialmente compensados por maiores custos de compras de minério de terceiros (US$ 0,6/t). O custo caixa C1 excluindo compras de terceiros foi de US$ 12,5/t no trimestre, ficando US$ 2,9/t abaixo do custo caixa C1 no 2T20. Como consequência do ambiente de preços mais elevados de minério de ferro, atingir US$ 14,5/t de custo caixa C1 no 2S20 pode ser desafiador devido ao efeito no custo de compra de terceiros.

O frete marítimo aumentou US$ 2,2/t totalizando US$ 15,7/t no 3T20, impulsionado principalmente pela exposição sazonalmente maior a preços de frete spot e pelos maiores custos de afretamento e de combustível bunker.

Em agosto de 2020, a Vale aprovou o Projeto Serra Sul 120, um investimento plurianual de US$ 1,5 bilhão com start-up previsto para 2024, incluindo novas frentes de lavra em Serra Sul, duplicação da correia transportadora de longa distância, novas linhas de processamento e a ampliação das áreas de estocagem. O projeto trará flexibilidade para as operações da Vale do Sistema Norte e agregará importantes elementos para a redução de riscos operacionais, promovendo confiabilidade ao Sistema Norte.

O EBITDA do negócio de Metais Básicos foi de US$ 770 milhões no 3T20, US$ 207 milhões acima do 2T20, com o EBITDA do negócio de Cobre atingindo o recorde[6] de US$ 380 milhões, principalmente devido a (a) maiores preços realizados de níquel e cobre, em linha com maiores preços de referência na LME, (b) maiores créditos de subprodutos, especialmente ouro, ródio e paládio, e (c) menores despesas de parada com a retomada de Voisey's Bay após o periodo de care and maintenance.

Em outubro de 2020, a Vale concluiu, juntamente com a Sumitomo Metal Mining Co., Ltd, a venda de 20% das ações da PT Vale Indonesia para a Inalum, atendendo a um dos requisitos para a extensão das operações da PTVI após 2025.

O EBITDA do negócio de Carvão aumentou US$ 56 milhões no 3T20 para US$ 213 milhões negativos com maiores vendas de carvão metalúrgico e pela maior diluição dos custos fixos após a retomada das operações em junho de 2020. A Vale retomará seu plano de manutenção de três meses em novembro de 2020, após o qual espera-se o ramp-up de produção até um run-rate 15 Mtpa.

A Vale registrou um lucro líquido de US$ 2.908 milhões no 3T20, ficando US$ 1.913 milhões acima quando comparado aos US$ 995 milhões registrados no 2T20. O melhor resultado deveu-se principalmente ao maior EBITDA no trimestre e a melhora no resultado de participações, já que no 2T20 foi fortemente impactado pelas provisões de despesas futuras com Samarco e Fundação Renova. Os efeitos positivos foram parcialmente compensados por maiores despesas financeiras, principalmente devido a maior marcação a mercado das debêntures participativas e a reavaliação do valor justo das garantias financeiras emitidas pela Vale.

A Vale gerou US$ 3.751 milhões de Fluxo de Caixa Operacional no 3T20, ficando US$ 3.474 milhões acima do 2T20, seguindo do forte EBITDA, e a gradual normalização do capital de giro, cujo impacto foi de US$ 769 milhões abaixo do 2T20.

Em setembro, a Vale repagou US$ 5 bilhões de suas linhas de crédito rotativo, que foram desembolsadas em março de 2020 em meio aos maiores riscos e incertezas apresentados pela pandemia do COVID-19. O repagamento reestabelece totalmente o valor original do financiamento disponível das linhas de crédito rotativo.

A posição de liquidez da Vale também foi positivamente impactada pelos proventos das notas emitidas em julho de 2020. A Vale emitiu US$ 1,5 bilhão em notas com vencimento em 2030 com cupom de 3,75% ao ano, o menor rendimento de todos os tempos para o benchmark de 10 anos da Vale. Isso representou um retorno bem-sucedido ao mercado internacional de capitais de dívida, do qual estava ausente desde fevereiro de 2017.

No 3T20, o Conselho de Administração da Vale retomou a Política de Remuneração de Acionistas e a Vale distribuiu um total de US$ 3,327 bilhões em remuneração aos acionistas em relação ao desempenho da companhia no 1S20 e os juros sobre capital próprio anunciados em dezembro de 2019.

(Redação – Investimentos e Notícias)