Vale registra lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no 3T19

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Vale registra lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no 3T19 Foto: Divulgação

A Vale anunciou seus resultados para o período do terceiro trimestre de 2019. Segundo a companhia, o EBITDA ajustado foi de US$ 4,603 bilhões no 3T19, ficando US$ 1,505 bilhão acima do 2T19, devido, principalmente, ao menor impacto de Brumadinho (2T19 reconheceu US$ 1,374 bilhão de provisões e US$ 158 milhões de despesas incorridas contra o registro no 3T19 apenas de despesas incorridas de US$ 225 milhões).

De acordo com a empresa, em uma base pró-forma, o EBITDA ajustado (excluindo as despesas relacionadas à ruptura da barragem de Brumadinho) totalizou US$ 4,828 bilhões no 3T19, ficando US$ 198 milhões acima do 2T19.

O aumento deve-se, principalmente, aos maiores volumes de vendas sobre as receitas e custos (US$ 852 milhões) e às menores despesas de paradas e extraordinárias de logística relacionadas a Brumadinho (US$ 130 milhões), parcialmente compensados pela redução nos preços (US$ 389 milhões), maiores custos de frete (US$ 177 milhões) e menores dividendos recebidos (US$ 192 milhões).

Além disso, a companhia também registrou lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no 3T19, ficando US$ 1,8 bilhão acima do 2T19. Já os resultados financeiros líquidos representaram uma perda de US$ 1,139 bilhão, ficando US$ 411 milhões acima do 2T19 devido aos maiores ajustes de marcação a mercado das debêntures participativas (US$ 235 milhões) e ao efeito não recorrente dos prêmios relacionados à oferta de compra dos bonds da Vale (US$ 246 milhões).

Os investimentos totalizaram US$ 891 milhões no 3T19, sendo compostos por US$ 135 milhões em execução de projetos e US$ 756 milhões na manutenção das operações.

A Vale informou ainda, que a empresa obteve um forte fluxo de caixa livre das operações de US$ 2,950 bilhões no 3T19, devido ao EBITDA recorde para um terceiro trimestre desde 2013, além do efeito positivo do capital de giro no trimestre (US$ 939 milhões), principalmente impactados por fornecedores e recebimentos de clientes.

A sólida geração de caixa operacional (US$ 2,950 bilhões), juntamente com a liberação de caixa bloqueado (US$ 1,773 bilhão), permitiu à Vale efetuar repagamento líquido de dívida (US$ 694 milhões) e aumentar sua posição de caixa em US$ 3,412 bilhões, incluindo investimentos financeiros em títulos públicos brasileiros de US$ 901 milhões.

Em relação à dívida bruta, a mesma totalizou US$ 14,786 bilhões em 30 de setembro de 2019, reduzindo US$ 1,004 bilhão contra 30 de junho de 2019, principalmente como resultado de amortizações líquidas de US$ 0,7 bilhão, majoritariamente relacionadas à recompra de bonds no terceiro trimestre.

A dívida líquida, por sua vez, totalizou US$ 5,321 bilhões em 30 de setembro de 2019, reduzindo US$ 4,405 bilhões em comparação aos US$ 9,726 bilhões em 30 de junho de 2019, atingindo o nível mais baixo desde o 4T08. A redução da dívida líquida se deve principalmente à liberação de caixa bloqueado no valor de US$ 1,8 bilhão e à forte geração de caixa durante o trimestre.

O prazo médio da dívida reduziu para 8,04 anos em 30 de setembro de 2019 e, da mesma forma, o custo médio da dívida, após swaps cambiais e de juros, reduziu para 4,71% ao ano em 30 de setembro de 2019, quando comparado a 4,96 % ao ano em 30 de junho de 2019,

Por fim, de acordo com o IFRS 16, os passivos de leasing totalizaram US$ 1,811 bilhão em 30 de setembro de 2019.

(Redação - Investimentos e Notícias)