Vale anuncia recorde de produção de minério de ferro

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Vale anuncia recorde de produção de minério de ferro (Foto:Divulgação) Vale anuncia recorde de produção de minério de ferro

A Vale anunciou nesta quinta-feira, 25, que atingiu um recorde de produção de 104,9 Mt para minério de ferro no 3T18, com uma melhora na qualidade geral de nossos produtos, demonstrando uma combinação única de maiores volumes e maior qualidade.

"Os fortes resultados do 3T18 mostram a mudança estrutural nos mercados de minério de ferro e aço chineses. Somos a empresa de mineração mais bem posicionada para nos beneficiarmos do flight to quality, dada a crescente participação de produtos premium." Ele concluiu: "Estamos transformando a Vale em uma empresa muito previsível, entregando desempenho operacional sólido, maior realização de preços, menores custos e alocação de capital rigorosa", disse o diretor-presidente Fabio Schvartsman.

A cadeia de valor flexível, junto com os ramp-ups de S11D e das usinas de pelotas, levaram a outro recorde trimestral de volume de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 Mt. O 3T18 também foi marcado pelo aumento da participação de produtos premium, que alcançaram 79% do total de vendas. Nosso volume de pelotas atingiu um recorde de 14,3 Mt, apoiado por uma decisão de reiniciar as três plantas ociosas de pelotização.

Os prêmios de qualidade de minério de ferro e pelotas alcançaram o recorde de US$ 11,0/t , representando um aumento de US$ 4,2/t se comparado com o 3T17, compensando totalmente a queda nos preços de minério de ferro. A forte geração de fluxo de caixa livre de US$ 3,1 bilhões levou a praticamente atingir a meta de dívida líquida de US$ 10 bilhões. A dívida líquida reduziu-se, apesar do retorno de US$ 2,4 bilhões para os acionistas, totalizando US$ 10,7 bilhões no 3T18, o menor nível desde o terceiro trimestre de 2009.

Com base na rigorosa estratégia de alocação de capital, foi aprovado o investimento de US$ 1,1 bilhão no projeto de cobre Salobo III, um investimento de alto retorno. A Vale receberá da Wheaton Precious Metals um bônus variando de aproximadamente US$ 600 a 700 milhões depois de atingir determinadas metas de produção. Também aprovou um investimento de manutenção de US$ 428 milhões no projeto Gelado, que recuperará aproximadamente 10 Mtpa de pellet feed com 64,3% de teor de ferro, 2,0% de sílica e 1,65% de alumina proveniente de barragens de rejeito no Complexo de Carajás, reduzindo custos e despesas operacionais (sem caminhões, sem distância de transporte e sem moagem) e investimento futuro (menores taxas de produção e menor substituição de equipamentos na atual mina de Carajás). 

Apesar da queda de US$ 4/t nos preços do minério de ferro, o EBITDA de Ferrosos aumentou em R$ 3,8 bilhões quando comparado ao 3T17, totalizando R$ 15,7 bilhões no 3T18 e indicando fortes volumes e prêmios, além de menores custos caixa C1. 

Em 27 de agosto de 2018, o Metal Bulletin lançou um novo índice, o MB 62% Fe low alumina, que é baseado no produto blendado, o Brazilian Blend Fines (BRBF). Durante o 3T18, o MB 62% Fe low alumina foi negociado com um prêmio de US$ 5,9/t sobre o índice de referência 62%. O índice lançado recentemente captura melhor o valor intrínseco do BRBF da Vale. 

O EBITDA de pelotas no 9M18 foi de R$ 8,5 bilhões, representando 19% do EBITDA total da Vale e está a caminho de alcançar mais de R$ 11 bilhões em 2018.

Conforme foi antecipado no 2T18, o custo caixa C1 de minério de ferro diminuiu US$ 2,3/t totalizando US$ 12,4/t no 3T18 e refletindo o ramp-up do projeto S11D, a maior produtividade, a diluição de custos fixos em volumes mais altos e a variação cambial.

A Vale continua mostrando forte competitividade e o breakeven de EBITDA de minério de ferro e pelotas no 3T18 reduziu ainda mais e atingiu o nível mais baixo da história, de US$ 27,4/t no 3T18, apesar das pressões inflacionárias dos preços de bunker e das taxas spot de frete.

O EBITDA de Metais Básicos foi de R$ 2,1 bilhões no 3T18, o que significou uma redução de R$ 709 milhões quando comparado ao 2T18, principalmente, devido ao fator exógeno de preços mais baixos de níquel, cobre e cobalto e à parada programada de manutenção anual de Sudbury e seus efeitos no menor volume de subprodutos e custos mais altos. 

O EBITDA de Metais Básicos no 9M18 foi de R$ 7,0 bilhões, significativamente superior aos R$ 4,6 bilhões registrados no 9M17.

O preço dos produtos de níquel foi de US$ 14.092/t no 3T18, ficando US$ 826/t acima da média da LME e representando uma realização de preço de níquel de 6,2% acima dos preços da LME - o maior percentual acima do benchmark nos últimos 10 anos.

(Redação – Investimentos e Notícias)