ThyssenKrupp abre nova fábrica de componentes automotivos

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ThyssenKrupp abre nova fábrica de componentes automotivos Foto: Divulgação ThyssenKrupp abre nova fábrica de componentes automotivos

Grades de segurança separam as etapas de produção, computadores monitoram as atividades em cada uma das estações, robôs laranjas se movimentam com precisão, e toda a operação pode ser controlada em um ambiente virtual. Esse é o ambiente da nova fábrica de componentes automotivos da ThyssenKrupp no Brasil no conceito Indústria 4.0, localizada em Poços de Caldas (MG). A empresa alemã já investiu R$ 60 milhões na planta, que atenderá o mercado automotivo com a produção de eixos de comando de válvula integrados à tampa do cabeçote do motor.

Fabricado com tecnologia inédita no Brasil, o novo componente proporcionará às montadoras benefícios importantes para o processo de montagem, já que o módulo, que antes era composto por peças individuais, passará a ser integrado. Com isso, além de maior simplicidade e eficiência, o produto também proporcionará uma redução de até 40% no peso do conjunto.

Com um produto mais leve e com melhores condições de lubrificação, o motor diminui o consumo de combustível, reduzindo as emissões de gás carbônico na atmosfera e apresentando um melhor desempenho. Essa tecnologia desenvolvida pela ThyssenKrupp pode ser empregada em qualquer motor a combustão.

“A inauguração dessa unidade fabril é importante, pois contribui para a inserção do setor automotivo brasileiro em uma rota cada vez mais eficiente e sustentável, além de fomentar a aplicação e o desenvolvimento da Indústria 4.0 no país”, afirma Michael Höllermann, CEO da ThyssenKrupp na América do Sul.

No caminho da indústria 4.0

A Indústria 4.0 é um conceito que define um novo modelo industrial baseado em tecnologias de comunicação para digitalização dos processos em um ambiente virtual. Ela representa a quarta geração de mudanças disruptivas para o conceito industrial, que começaram com a introdução de motores a vapor, evoluindo para a produção em série e, mais tarde, para a era da computação.

Na nova unidade fabril da ThyssenKrupp em Poços de Caldas, modernas tecnologias estão combinadas e os processos estão interconectados ao longo de toda a cadeia de produção. Assim, é possível fundir o mundo dos sistemas físicos com as redes de dados, constituindo o “sistema ciberfísico” - que representa o processo de fabricação do futuro.

Toda a linha de produção é monitorada em um ambiente virtual, com a montagem feita por robôs industriais que trabalham em alta velocidade, entregando uns aos outros as peças que precisam ser resfriadas, aquecidas, alinhadas e prensadas. Cada estágio do processo é monitorado minuciosamente por sensores que fornecem dados em tempo real para o sistema de controle. Apenas com este nível de precisão as características finais do conjunto podem ser garantidas.

Na fábrica digital, todos os componentes produzidos carregam um código (similar a um QR code) com informações como número de série, número de desenho, número de peça e identificação do cliente. Cada eixo de comando de válvulas possui uma identidade, uma memória e está ligado à rede por meio de uma interface.

Todo o processo é controlado por meio de leitores de códigos de barra ou de códigos Data Matrix, leitores de RFID e tablets com módulos de acesso aos dados. Os códigos são checados antes de qualquer passo do processo seja iniciado. Dessa forma, caso algum problema seja identificado, é possível interromper a etapa seguinte do processo para, por exemplo, atingir melhores tolerâncias de fabricação. Além disso, permite uma rastreabilidade das condições de montagem de cada conjunto individualmente.

O novo conceito industrial definido pela Indústria 4.0 aplicado na nova unidade fabril da ThyssenKrupp é completamente adaptável e flexível, e os colaboradores não monitoram os processos individuais, mas o sistema como um todo. As linhas de montagem e os equipamentos podem ser influenciados a qualquer momento por uma nova formulação, resultando em grande flexibilidade, com consequentes ganhos de eficiência, de melhoria de qualidade e redução de custos.

(Redação - Agência IN)