A Coreia do Norte disse neste sábado que a Coreia do Sul lançou outro drone em seu espaço aéreo em 4 de janeiro, infringindo sua soberania, de acordo com a mídia estatal KCNA.
O anúncio, que ocorre antes de a Coreia do Norte realizar um importante congresso partidário que definirá as políticas para os próximos cinco anos, prepara o terreno para consolidar a retórica do líder Kim Jong Un de que a Coreia do Sul é uma nação estrangeira e hostil, disse um analista.
O drone, originário de uma ilha na cidade sul-coreana de Incheon, voou 8 quilômetros antes de ser abatido dentro do espaço aéreo norte-coreano, disse a KCNA, citando um porta-voz das forças armadas norte-coreanas.
O drone estava equipado com câmeras de vigilância para registrar as “principais” instalações norte-coreanas, disse a KCNA. Fotos na KCNA mostraram um drone recuperado em pedaços, peças eletrônicas e fotos aéreas de edifícios que, segundo a KCNA, o drone havia tirado.
“Mesmo após a mudança de regime… (a Coreia do Sul) continuou a cometer tais atos de provocação por drones perto da fronteira”, disse a KCNA, chamando a Coreia do Sul de seu “inimigo mais hostil”.
Desde que o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, assumiu o cargo em junho, a Coreia do Norte tem rejeitado os gestos conciliatórios da administração de Lee. Lee havia se comprometido a se reaproximar de Pyongyang para aliviar as tensões na Península Coreana.
As forças armadas da Coreia do Sul disseram no sábado que não operam o modelo de drone em questão, que não operaram drones na data que a Coreia do Norte está alegando e que conduzirão uma investigação minuciosa sobre a possibilidade de um civil ter operado o drone.
(Com Reuters)