Suzano Papel e Celulose investirá R$ 720 milhões em projetos voltados à diversificação

Suzano Papel e Celulose investirá R$ 720 milhões em projetos voltados à diversificação Foto: divulgação Suzano Papel e Celulose investirá R$ 720 milhões em projetos voltados à diversificação

Recursos serão destinados ao início de produção de tissue e lignina, além de desgargalamento da Unidade Imperatriz e estação de tratamento de efluentes em Mucuri

A Suzano Papel e Celulose deverá investir aproximadamente R$ 720 milhões até o final deste ano em um conjunto de projetos que visam diversificar a base de atuação da companhia em direção a produtos de maior valor agregado, ampliar a competitividade estrutural, reduzir custos e aprimorar iniciativas ambientais por parte da empresa. Os recursos serão utilizados na construção de duas linhas de tissue, sendo uma na Unidade Mucuri (BA) e a segunda, em Imperatriz (MA), e de uma linha de produção de lignina, na Unidade Limeira (SP). O desgargalamento da Unidade Imperatriz também será concluído neste ano, assim como a ampliação e modernização da estação de tratamento de efluentes (ETE) e a instalação de um novo cristalizador na Linha 2, ambos na Unidade Mucuri.

Esses projetos estão inseridos no plano de investimentos da Suzano para 2017, o qual totaliza um valor estimado de R$ 1,83 bilhão e inclui também R$ 1,11 bilhão em iniciativas de manutenção, incluindo operações florestais e industriais. Os investimentos em manutenção têm como objetivo garantir o bom estado operacional dos ativos da companhia, assim como o cultivo e preservação de áreas verdes.

A fabricação de tissue e lignina, com início previsto ainda para este ano, representa mais um passo da companhia no objetivo de diversificar o retorno de sua base de ativos, com abertura de novas avenidas de negócios adjacentes, por meio da captura de ganhos de eficiência e rentabilidade de suas operações.

Após iniciar em 2015 a produção de celulose fluff desenvolvida a partir do eucalipto, produto inédito no mundo, a Suzano Papel e Celulose começará agora a produzir tissue, também conhecido como papel sanitário. O produto usado na confecção de papéis higiênicos e lenços de papel, por exemplo, deverá abastecer principalmente os mercados das regiões Norte e Nordeste.

A Suzano também investirá na produção de lignina, um subproduto extraído no processo de fabricação de celulose que pode substituir derivados de petróleo em aplicações de alto valor agregado. Considerada uma nova fronteira tecnológica da indústria de papel e celulose, a aplicação da lignina, hoje restrita à geração de energia, poderá acontecer na construção civil e na indústria moveleira, por exemplo.

Ambos os projetos, assim como a Eucafluff, a celulose fluff produzida a partir do eucalipto na Unidade Suzano (SP), representam o avanço da Suzano Papel e Celulose nos Negócios Adjacentes. Este é um dos três pilares estratégicos da companhia, além da Competitividade Estrutural e o Redesenho da Indústria. “Estamos muito motivados com o avanço das adjacências. Estas são avenidas de crescimento que reduzirão a exposição da Suzano aos fatores exógenos, caso do câmbio e do preço internacional da celulose”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano.

Produtividade
Além dos Negócios Adjacentes, o pilar da Competitividade Estrutural também receberá novos investimentos em 2017. O desgargalamento da Unidade Imperatriz será concluído e, a partir desse projeto, a capacidade de produção local será ampliada de 1,5 milhão para 1,65 milhão de toneladas anuais de celulose.

A Suzano Papel e Celulose também concluirá neste ano o projeto de modernização e ampliação da Estação de Tratamento de Efluentes da Unidade Mucuri, a partir da qual a companhia garantirá melhoria adicional à qualidade da água devolvida ao Rio Mucuri.

Outro investimento em curso neste ano é a instalação de um novo cristalizador na Unidade Mucuri, equipamento que permitirá a otimização do consumo de insumos químicos na Linha 2 de produção de celulose.

(Redação - Agência IN)