Sondagem industrial de novembro mostra recuperação

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Sondagem industrial de novembro mostra recuperação (Foto: Divulgação) Sondagem industrial de novembro mostra recuperação

A Sondagem Industrial de novembro mostra continuidade da dinâmica de recuperação do setor, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Essa tendência de recuperação da atividade industrial também pode ser percebida na maior utilização da capacidade instalada, que atingiu 68% em novembro, o maior percentual em quase três anos.

A produção industrial mostrou pequeno crescimento na passagem de outubro para novembro. Desde 2013, o índice mostrava queda da produção neste mês. Os estoques também seguem ajustados. As expectativas neste final de 2017 são mais otimistas que no final de 2016. Há perspectivas de aumento da demanda e das compras de matérias-primas. O empresário também mostra otimismo com relação às vendas externas e espera uma queda apenas moderada do número de empregados. A intenção de investimento segue em sua trajetória de alta.

O índice de evolução da produção em novembro ficou em 50,5 pontos. Como está acima da linha de 50 pontos, ainda que próximo a essa linha divisória, o indicador mostra pequeno aumento da produção na comparação com outubro. Desde 2013, o índice mostrava queda na produção em novembro, sobretudo em 2014 e 2015. O índice de novembro de 2017 é o maior para o mês desde 2011.

O índice de número de empregados recuou 0,7 ponto, para 49,0 pontos. Com a queda, o índice volta a se afastar da linha de 50 pontos, apontando queda, ainda que moderada, do número de empregados na passagem de outubro para novembro. Os índices de evolução da produção e do número de empregados variam de 0 a 100 pontos e valores abaixo de 50 pontos representam queda da produção. Quanto mais distante da linha de 50 pontos, maior e mais disseminada é a queda.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu 1 ponto percentual (p.p.) na passagem de outubro para novembro, o segundo aumento consecutivo. Com isso, a UCI alcançou 68%, o maior percentual registrado para o mês nos últimos três anos. Apesar do aumento, o percentual para o mês ainda segue 6 p.p. inferior à média de novembro observada entre 2011 (início da série mensal) e 2014.

O índice de UCI efetiva em relação ao usual também mostra recuperação. Todavia, ao mesmo tempo, também ainda revela distância entre o nível de atividade atual e o esperado para o mês. O índice aumentou 0,6 ponto entre outubro e novembro e foi a 43,6 pontos. O índice é o maior desde março de 2014.

O nível de estoques manteve-se ajustado ao planejado pelas empresas. O índice de evolução dos ficou em 48,9 pontos, o que revela uma queda moderada dos estoques. Já o índice efetivo em relação ao planejado manteve-se praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos, em 49,8 pontos, ou seja, indicando que os estoques estão ajustados ao planejado.

Apesar de recuarem na passagem de novembro para dezembro, os índices de expectativa de demanda e de compras de matérias–primas permanecem acima dos 50 pontos e mostram perspectivas de crescimento. O índice de expectativa de número de empregados recuou 0,5 ponto, para 48,7 pontos. Com isso, se afastou da linha divisória dos 50 pontos, registrando expectativa de queda do emprego no início de 2018. 

O índice de quantidade exportada, por sua vez, aumentou 1,3 ponto entre novembro e dezembro de 2017, alcançando 53,5 pontos, o que mostra otimismo com relação às vendas externas. Na comparação com dezembro de 2016, todos os índices de expectativas mostraram um aumento expressivo, o que representa uma visão mais positiva neste fim de 2017 com relação aos próximos seis meses.

O índice de intenção de investimento aumentou 1,6 ponto na comparação com novembro e atingiu 52,2 pontos. Trata-se do sexto mês seguido de alta. O índice é 7,6 pontos maior que o registrado em dezembro de 2016 e é o maior desde dezembro de 2014, quando registrou 52,4 pontos.

(Redação – Investimentos e Notícias)