Setor de planos odontológicos cresce, na contramão da crise

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Setor de planos odontológicos cresce, na contramão da crise Foto: Divulgação Setor de planos odontológicos cresce, na contramão da crise

De acordo com o departamento de economia do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), 2,6 milhões de pessoas contrataram um plano odontológico nos últimos dois anos (junho/2016 a junho/2018), o que representa um crescimento de 12,60%, Já o biênio anterior (junho/2014 a junho/2016), cresceu apenas 5,78%. Atualmente, o setor conta com 23,45 milhões de beneficiários, demonstrando a contínua expansão do segmento, na contramão da crise.

No período analisado, o tipo de contratação que mais cresceu foi o plano coletivo por adesão (17,78%), seguido do individual/familiar (12,27%) e coletivo empresarial (12,15%). A faixa etária que se destacou na contratação de um plano odontológico foi a de pessoas com 59 anos ou mais, apresentando um crescimento de 28,97%. 

A região Sudeste concentra a maior parte da população atendida, com 13,8 milhões beneficiários ou 58,9% do total; em seguida vem a região Nordeste com 4,5 milhões de beneficiários (19,15% do total), acompanhada pelas regiões Sul (2,4 milhões), Centro-Oeste (1,4 milhões) e Norte (1 milhão). Estimativas do Sinog indicam manutenção do crescimento até dezembro de 2020, quando o mercado deve alcançar 26,1 milhões de beneficiários. 

A previsibilidade e a segurança que o plano odontológico oferece ao beneficiário, a um preço acessível, com ampla rede de atendimento e às diversas coberturas contratadas, associada à satisfação dos clientes, são fatores que corroboram para o crescimento do setor. 

Para o presidente do Sinog, Geraldo Almeida Lima, o cenário é promissor, mas as transformações mercadológicas e organizacionais estão entre os principais desafios do setor. “A qualidade da assistência será o parâmetro de evolução do segmento odontológico. Quatro pilares balizarão esse processo: incorporação tecnológica; novos modelos de remuneração; mudanças de hábitos e exigências do consumidor; e aspectos regulatórios”.

(Redação - Investimentos e Notícias)