Setor de Estética sofre com a atual economia?

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A resposta está nos números, nas novas exigências do mercado e na escolha do modelo de gestão empresarial Foto: Divulgação A resposta está nos números, nas novas exigências do mercado e na escolha do modelo de gestão empresarial

Geralmente, quando há restrições econômicas a autoestima das pessoas fica abalada e a busca por serviços e produtos de beleza aumenta, pois todos querem algo para se sentir melhor.

Por isso, com ou sem crise o setor de beleza e estética no Brasil busca constantemente lançamentos, novas alternativas de parcerias, de distribuição, de comercialização, de tecnologia, de qualificação e de atendimento diferenciado, movimentando cerca de 38 bilhões ao ano, conforme indica a Abhipec.

Além do público final, ávido consumidor de produtos e serviços do setor, o empreendedorismo na área da beleza foi quem mais atraiu investidores com a abertura de novas clínicas de estética, SPAs e salões de beleza, tanto que o calendário de eventos no Brasil, em especial em São Paulo, está a toda, por exemplo, o evento “Estética in São Paulo”, que acontece nos dia 19, 20 e 21 de março, no Palácio das Convenções Anhembi, precisa mostrar o que há de novidade no setor.

Espera-se que cosméticos e aparelhos surpreendam pela sua eficácia e preço, que a programação do Congresso seja atrativa, que as palestras tragam novos protocolos científicos, modelos de gestão, abertura de novos mercados, enfim temas interessantes para abastecer um público que não para de crescer, criando consequentemente uma demanda por profissionais mais qualificados.

Por outro lado, mesmo com os números crescentes, o mercado passa por ajustes e mudanças significativas como explica o CEO da Tonederm Cristiano Paganin, “quando se fala em crise não há como não pensar numa gestão mais austera e restritiva, como também em criatividade e inovação, tanto que começamos a nos preparar em 2014, diminuindo o quadro de pessoal em 30%, ampliando os canais de vendas, pontos de distribuição, para que o ano de 2015 tivesse maior lucratividade”.

Porém, o fator mais importante para a conquista dos resultados veio com a exportação, que elevou o faturamento da empresa de 4% para 10%. Ampliando a abertura de novos mercados na América Latina, como Costa Rica, Panamá, México, Guatemala, Chile e El Salvador, consolidando o crescimento em países como Peru, Equador e Colômbia. Para este ano, o empresário espera registrar um crescimento de 55%.

“Estamos apostando também no mercado interno, já que os produtos importados estão mais caros, porém só isso não basta é necessário trazer tecnologia com resultados imediatos, bem como um retorno a curtíssimo prazo, assim unimos um bom pay back à eficácia dos tratamentos. Aumentamos a linha de produtos, dando cada vez mais ênfase à fidelização dos clientes e para acompanhar o comportamento do consumidor, investimos no e-commerce com a rápida entrega dos produtos, com preços atrativos”, afirma Cristiano Paganin.

(Redação - Agência IN)