Santos Brasil encerra 2018 com EBITDA consolidado de R$189,5 mi

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Santos Brasil encerra 2018 com EBITDA consolidado de R$189,5 mi Foto: Divulgação

A Santos Brasil encerrou o ano de 2018 com lucro líquido de R$3 milhões, revertendo o prejuízo líquido do ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado do período registrou crescimento de 15% em relação a 2017, atingindo R$189,5 milhões (EBITDA pró-forma de R$ 106,8 milhões); e a margem EBITDA da Companhia alcançou 20,6% (margem EBITDA pró-forma de 11,6%) no ano*.

O resultado reflete, principalmente, o crescimento da movimentação de contêineres nos três terminais da Companhia - com destaque para o Tecon Vila do Conde -, o melhor desempenho das operações da Santos Brasil Logística e a melhora no mix de veículos importados e pesados no Terminal de Veículos (TEV).

A Santos Brasil movimentou 1.084.487 contêineres em seus três terminais no ano passado, volume 12% superior a 2017. No Tecon Vila do Conde, o crescimento foi de 32,2%, totalizando 102.866 contêineres movimentados. Esta é a primeira vez que o terminal ultrapassa a marca de 100 mil contêineres movimentados num intervalo de 12 meses.

No Tecon Santos, a movimentação de cais em 2018 atingiu o patamar de 917.327 unidades, que representa um crescimento de 7,8% ano contra ano, e superior ao crescimento de 4% do Porto de Santos. Como consequência, o market share do terminal subiu para 35,4% em 2018 (vs. 33,9% em 2017), segundo dados da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

O Tecon Imbituba aumentou 59,9% o volume de movimentação em 2018, totalizando 64.294 contêineres. O volume de armazenagem alfandegada da Santos Brasil Logística apresentou alta de 21,7% em relação a 2017.

O TEV operou com 81% de sua capacidade em 2018, movimentando 241.921 veículos no ano. A queda de 16,3% na quantidade de veículos movimentados em relação a 2017 - impacto da crise argentina - foi compensada pela melhora no mix, resultando em crescimento das margens operacionais.

Em 2018, a Companhia contratou investimentos de R$139 milhões para a modernização e ampliação dos terminais de Santos e Vila do Conde e encerrou o ano com um saldo de caixa de R$253,7 milhões e caixa líquido de R$26,3 milhões.

De acordo com Daniel Pedreira Dorea, diretor econômico-financeiro e de relações com investidores, a expectativa para 2019 é de um novo ciclo de expansão da economia, com impacto positivo nos desempenhos operacional e financeiro da Santos Brasil, impulsionado por um mix mais favorável e pela renovação do acordo comercial com o Grupo Maersk-Hamburg Süd.

Destaques do 4º Trimestre

No 4T18, o volume de movimentação de cais da Santos Brasil alcançou 276.411 contêineres, com crescimento de 11,1% em relação ao 4T17.

O Tecon Santos movimentou 231.198 contêineres no período, o que representa um aumento de 7,8% em relação ao 4T17. O Tecon Imbituba movimentou 15.782 contêineres, 26,3% acima do volume do 4T17, e no Tecon Vila do Conde, o volume movimentado cresceu 33,9%, atingindo 29.431 unidades.

O volume de contêineres armazenados na Santos Brasil Logística cresceu 7,4% no 4T18 e o TEV movimentou 33.441 veículos no período.

No 4T18, a Companhia apresentou lucro líquido de R$3,8 milhões. Como consequência da nova metodologia contábil adotada em 2018, houve incremento nas despesas de amortização do ativo intangível, impactando diretamente o resultado do exercício.

O EBITDA do 4T18 atingiu R$49,8 milhões, com margem de 22,5%. O EBITDA pró-forma somou R$28,5 milhões, com margem de 12,9%.

* Com a nova metodologia contábil que a Companhia passou a adotar no 1T18 para o arrendamento dos terminais portuários, a Demonstração de Resultados sofreu alterações devido à mudança no tratamento do arrendamento operacional (off-balance) para financeiro - ou seja o EBITDA dos terminais portuários deixa de refletir as despesas com arrendamento pagas à autoridade portuária, antes representadas pela rubrica "Custos de Arrendamento e Infraestrutura". Para manter a análise comparativa com períodos anteriores, a companhia calculou o "EBITDA pró-forma", que equivale ao EBITDA calculado pelo método anterior. Ainda como consequência da nova metodologia contábil, houve incremento nas despesas de amortização do ativo intangível, impactando diretamente o resultado do exercício.

(Redação - Investimentos e Notícias)