Santander Brasil alcança lucro de R$ 7,3 bi em 2016

Destaque Santander Brasil alcança lucro de R$ 7,3 bi em 2016 (Foto: Divulgação) Santander Brasil alcança lucro de R$ 7,3 bi em 2016

O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 7,339 bilhões em 2016, e R$ 1,989 nos três últimos meses do ano. O resultado equivale a um avanço anual de 10,8%, ou 5,6% entre o terceiro e o quarto trimestre. Na comparação entre o lucro registrado no quarto trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, a evolução é de 23,7%. Os dados são reportados segundo o padrão contábil brasileiro, o BRGAAP.

“Nosso ano foi marcado por uma agenda intensa de transformação, que levou o Banco a um patamar mais elevado em termos de velocidade e eficiência, culminando em uma maior rentabilidade. A partir desses avanços, alcançamos o melhor resultado da nossa história no Brasil, com clientes mais satisfeitos e um nível de engajamento dos funcionários superior a 85%. Estamos na rota certa para cumprir os compromissos assumidos para o ano de 2018. Somos uma organização focada na geração de valor para o cliente, e a partir dele cresceremos de forma sustentável. Reconhecemos o momento ainda difícil em que vivemos e nos sentimos na obrigação de ser parte da solução, agindo proativamente para criar um ambiente de negócios mais compatível com a realidade das empresas e indivíduos”, disse Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil.

A Margem Financeira Bruta avança 6,3% em um ano, somando R$ 31,501 bilhões em 2016, com melhores resultados em captações, crédito e operações com o mercado. Este resultado, somado ao crescimento de 15,6% nas Comissões, resultou em Receitas Totais 9,0% maiores, na comparação anual.

A Carteira de Crédito registra queda de 1,6% na comparação anual, ainda sob o efeito de um número menor de operações de pessoa jurídica, que fecharam 2016 com reduções de 7,6% em Pequenas e Médias Empresas e de 8,3% em Grandes Empresas. Os empréstimos para Pessoa Física, em contrapartida, cresceram 7,8% no ano. O último trimestre marca uma retomada nas operações de crédito, que sobem 3,9% em relação ao período anterior e registram elevações em todos os segmentos: Pessoa Física (3,4%), Financiamento ao Consumo (2,7%), Pequenas e Médias Empresas (1,9%) e Grandes Empresas (5,5%).

Até o fim de 2016, as Captações Totais alcançaram R$ 552,152 bilhões, alta de 7% em um ano. Já as Captações de Clientes no Balanço atingiram R$ 298,402 bilhões, crescimento de 3,6% em 12 meses. No 4T16, depósitos a vista, a prazo e poupança mostraram evolução positiva em comparação com o trimestre anterior.

A gestão preventiva dos riscos sustentou, ao longo de 2016, a qualidade da carteira de crédito do Santander, que chegou ao fim do ano com uma inadimplência acima de 90 dias em 3,4%, leve melhora em relação aos 3,5% do terceiro trimestre. O índice manteve-se confortável, em um cenário econômico ainda desafiador. Os atrasos de pessoas físicas mostraram trajetória de queda, encerrando o ano em 4,1%, enquanto entre as pessoas jurídicas o nível de atrasos caiu de 2,8% para 2,7% em três meses, devido principalmente a um impacto pontual em Grandes Empresas. O resultado deixa claro o acerto da estratégia adotada pelo Banco, que inclui a diversificação do mix de crédito, com ênfase em linhas de menor risco.

O resultado de provisões de crédito cresce 8,2% no ano, em consonância com o cenário econômico para o período, mas registra queda de 5,5% entre o terceiro e o quarto trimestres. Essa melhora nas provisões permitiu que o Índice de Cobertura chegasse ao fim de 2016 em 212%, um nível absolutamente confortável.

As despesas anuais aumentaram 5,7% em 2016, abaixo, portanto, da inflação, que foi de 6,29%. O conjunto das despesas impacta diretamente o índice de Eficiência, que evoluiu favoravelmente de 49,8% em 2015 para 48,8% no ano passado. Ou seja, para gerar R$ 100 em receitas, o Banco gastou R$ 48,80. Outro indicador que representa o desempenho operacional do Banco é o Índice de Recorrência, que relaciona comissões com as despesas, e subiu de 68,5%, em 2015, para 74,9% neste ano.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado (ROAE) aponta aumento na comparação em bases anuais: 12,8% em 2015, ante 13,3% em 2016 — entre os dois últimos trimestres, porém, registrou alta de 80 pontos base, e fechou o 4T16 em 13,9%.

O Banco segue com grande resiliência de liquidez e capital: o Índice de Basileia ficou em 16,3%, com nível de capital Tier 1 em 15,1%. Já a relação entre crédito e captações, ficou em 86,1%.

No ano, o Banco destacou R$ 5,250 bilhões de dividendos e JCP, o que representou um yield de 5,4% da média do valor de mercado no quarto trimestre de 2016. Caso consideremos a média do valor de mercado ao longo do ano, o yield atinge 7%.

O lucro líquido do Grupo Santander atingiu 6,204 bilhões de euros no ano, crescimento de 4% em relação a 2015. O Brasil é a unidade líder, com uma fatia de 21% de participação nos resultados mundiais.

(Redação – Agência IN)