Saldo das operações de crédito alcançou R$3.086 bi em dezembro

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Saldo das operações de crédito alcançou R$3.086 bi em dezembro (Foto: Divulgação) Saldo das operações de crédito alcançou R$3.086 bi em dezembro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$3.086 bilhões em dezembro (+0,7% no mês e -0,6% em doze meses), segundo dados do Banco Central (BC). No mês, apresentaram expansão o saldo de pessoas físicas (R$1.649 bilhões, +0,5%) e o de pessoas jurídicas (R$ 1.437 bilhões, +0,9%. A relação crédito/PIB alcançou 47,1% (+0,2 p.p.), comparativamente a 49,6% no final de 2016.

Em 2017, o crédito a pessoas físicas apresentou recuperação (+8,4% nas concessões e +5,6% no saldo), ao contrário do crédito a pessoas jurídicas, que recuou 7%, refletindo os efeitos combinados da retração de 2,6% nas concessões e das liquidações de contratos. As taxas de juros registraram queda nas principais modalidades, com a taxa média geral situando-se em dezembro em 25,6% a.a., o mesmo nível observado em fevereiro de 2015. No mesmo sentido, a inadimplência média geral recuou 0,5 p.p.

O crédito com recursos livres somou R$ 1.583 bilhões (+1,9% no mês, +1,7% em doze meses). Na carteira das famílias, saldo de R$851 bilhões (+0,3% no mês), destacaram-se o cartão de crédito à vista (+4,2%), o financiamento de veículos (+1,2%) e o crédito consignado (+0,4%). O crédito às empresas (R$732 bilhões) cresceu 3,7% no mês (-2,0% em doze meses), refletindo contratações relacionadas à atividade mercantil, como desconto de duplicatas e recebíveis (+31,5%), antecipação de faturas de cartão (+20,8%) e compras (+13,7%).

O crédito direcionado totalizou R$1.503 bilhões (-0,5% no mês e -3% em doze meses), registrando contração na carteira de pessoas jurídicas (R$705 bilhões, -1,8% no mês), com destaque para as liquidações de financiamentos com recursos do BNDES. No crédito às famílias com recursos direcionados (saldo de R$798 bilhões, +0,6%), destacaram-se os financiamentos imobiliários (+0,3%).

No crédito às empresas, os principais aumentos ocorreram nas carteiras destinadas ao comércio (R$252 bilhões, +5%) e administração pública (R$132 bilhões, +3%). No sentido contrário, verificou-se retração no saldo destinado à indústria, notadamente no ramo extrativista (R$21 bilhões, -23,4%). No âmbito regional, incluindo operações às famílias e às empresas, os saldos cresceram em todas as regiões, destacando-se o Sul (R$565 bilhões, +1,4%), o Nordeste (R$403 bilhões, +1,3%) e o Centro-Oeste (339 bilhões, +1%).

(Redação – Investimentos e Notícias)