Resultado do PIB ficou em linha com a nossa projeção, diz diretor

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Resultado do PIB ficou em linha com a nossa projeção, diz diretor Divulgação Resultado do PIB ficou em linha com a nossa projeção, diz diretor

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no primeiro trimestre se comparado com o quarto trimestre de 2013. “O resultado ficou em linha com a nossa projeção e com a mediana das expectativas do mercado, ambas em 0,2%. Com isso, o PIB acumulou alta de 2,5% em quatro trimestres. Em relação ao mesmo período de 2013, o crescimento do PIB foi de 1,9%”, disse Octavio de Barros, Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

Para Barros a introdução da nova Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) no cálculo das Contas Nacionais Trimestrais levou à revisão retroativa da série (a partir do primeiro trimestre de 2013). “Com isso, o crescimento do PIB em 2013 foi revisado marginalmente para cima, de 2,3% para 2,5%, conforme nossa expectativa. Para tanto, contribuíram as revisões para cima do consumo das famílias, de 2,3% para 2,6%, e do governo, de 1,9% para 2,0%. Por outro lado, a formação bruta de capital fixo passou de 6,3% para 5,2%. Apesar do crescimento mais forte em 2013, a expansão do quarto trimestre foi revista para baixo, de 0,7% para 0,4%. Dessa forma, o carregamento estatístico para 2014 também ficou ligeiramente menor, ao passar de 0,7% para 0,6%”, explicou.

“O desempenho do PIB nos três primeiros meses do ano foi marcado pela forte desaceleração dos investimentos, que registraram queda de 2,1% na comparação com o quarto trimestre. Tal comportamento é explicado essencialmente pelo ajuste na produção de caminhões e bens de capital, após elevado grau de antecipação ao fim dos incentivos fiscais ao setor observado no final de 2013. O setor externo também teve um impacto relevante sobre o resultado do PIB no primeiro trimestre. De um lado, as exportações recuaram 3,3% em relação ao trimestre anterior. De outro, as importações cresceram 1,4%, na mesma base de comparação. Por fim, o consumo das famílias permaneceu praticamente estável, com queda de 0,1%, e o consumo do governo subiu 0,7%”, ressaltou Barros.

Barros destaca a expansão de 3,6% do PIB agropecuário, na comparação com o trimestre anterior, beneficiado pela safra recorde de grãos e pelo abate elevado de bovinos. Por outro lado, a indústria registrou queda de 0,8%, puxada pela retração de mesma magnitude da indústria de transformação e de 2,3% da construção civil. Já os serviços tiveram crescimento de 0,4%, com destaque para o avanço de 1,2% da intermediação financeira e seguros, 0,9% das atividades imobiliárias e aluguel e de 0,8% dos transportes, armazenagem e correio.

“Em linhas gerais, o resultado divulgado hoje confirmou nossa expectativa de desaceleração da demanda doméstica, em especial do setor privado (via redução do consumo das famílias e dos investimentos). Além disso, chama a atenção na revisão da série histórica do PIB a redução do nível da formação bruta de capital fixo em 2013. Isso por sua vez, levanta dúvidas sobre o potencial de crescimento da economia brasileira no médio prazo. De todo modo, prevemos por ora que o PIB neste segundo trimestre deva repetir o desempenho dos três primeiros meses do ano, o que levaria o crescimento em  2014 a 1,5%”, finalizou Barros.

(Redação – Agência IN)