Rendimento de empresas deve subir 20% com Brasil Mais Produtivo

Rendimento de empresas deve subir 20% com Brasil Mais Produtivo Foto: Divulgação Rendimento de empresas deve subir 20% com Brasil Mais Produtivo

O programa Brasil Mais Produtivo, que completa um ano nesta quarta-feira (19), será ampliado. O foco do projeto passa a ser a eficiência energética e tecnologia, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A estimativa é de que a produtividade das empresas inscritas tenha um aumento de 20%.

“Trata-se de um salto qualitativo no processo produtivo da indústria. Queremos com esta ação elevar o patamar da produção nacional, para que as nossas empresas estejam em condições de competir no mercado interno e externo, operando com tecnologia de ponta”, afirmou o ministro Marcos Pereira. Para esta fase, o Mdic disponibilizou R$ 1 milhão.

O Brasil Mais Produtivo oferece consultoria especializada a indústrias de pequeno e médio porte. Todo o processo produtivo da empresa participante é avaliado com o objetivo de reduzir os desperdícios mais comuns, sobretudo no consumo energético. Na primeira fase, três mil empresas receberam as orientações.

“Constatamos, nas 27 unidades da Federação, a média de 53% em aumento de produtividade nas empresas. Muito acima da meta, que era de 20%. Mas há casos de melhora de 83%. A partir desses resultados, estamos seguros de que podemos avançar ainda mais. Estamos trabalhando para ampliar as empresas atendidas pelo Brasil Mais Produtivo de 3 mil para 5 mil”, informou o ministro.

Tecnologia

A expansão do programa também prevê ações no eixo “digitalização e conectividade”, levando às empresas participantes técnicas de digitalização de todo ou parte do processo produtivo. Na prática, os consultores aplicarão soluções utilizando plataformas tecnológicas como: aplicação de realidade aumentada no chão de fábrica; gerenciamento remoto; implementação da internet das coisas na linha de máquinas e big data.

“Nesse eixo, o programa busca enfrentar os desafios da indústria 4.0, uma vez que estamos propondo qualificar o processo produtivo com tecnologia de ponta”, disse o ministro Marcos Pereira. A metodologia poderá ser aplicada em qualquer setor, e a expectativa é que outros segmentos da indústria possam ser integrados ao programa futuramente.

Para Marcos Pereira, as medidas contribuem para a redução da burocracia e reforçam a competitividade das empresas.

Balanço

Durante o primeiro ano do Brasil Mais Produtivo, o alvo foram negócios nos setores de metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro, alimentos e bebidas. Os resultados apresentados demonstraram a eficiência do programa. Em média, as empresas atendidas tiveram ganhos de 52,9% em produtividade.

Em dois anos, estão previstos investimentos de R$ 50 milhões, sendo que o custo de cada empresa é de R$ 18 mil – destes, R$ 15 mil aportados pelos realizadores do programa. O restante é contrapartida do participante.

Podem se candidatar ao Brasil Mais Produtivo as empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médio portes, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. O cadastro deve ser feito pela empresa na página do programa na internet, detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Todos os detalhes das ações desenvolvidas estão disponíveis na internet. Agora, qualquer cidadão pode verificar pelo site os resultados do programa e dos recursos investidos. O portal traz ainda cases de sucesso e formulário para que empresas interessadas em participar possam se cadastrar. As informações são do Portal Brasil.

(Redação - Agência IN)