Recursos liberados no CDC têm o segundo melhor resultado do ano

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Saldo das carteiras de CDC e leasing, no entanto, tem queda de 14,4% na comparação com o mesmo período do ano passado Foto: Divulgação Saldo das carteiras de CDC e leasing, no entanto, tem queda de 14,4% na comparação com o mesmo período do ano passado

O total de recursos liberados em maio na carteira de CDC somou R$ 6,2 bilhões, o que representa uma alta de 5,5% na comparação com o mês anterior. Esse montante é o segundo melhor resultado do ano, superado apenas pelo volume atingido em março, que foi de R$ 6,6 bilhões.

Apesar dessa ligeira alta, o mercado de crédito para aquisição de veículos ainda reflete as incertezas do cenário econômico atual.Segundo dados da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras), o saldo das carteiras de CDC e leasing somou R$ 171,5 bilhões, o que corresponde a uma queda de 14,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 1,3% em relação a abril.

Esse indicador correspondeu a 2,9% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,5% no mesmo período de 2015. O resultado representa uma redução de 0,6 pontos percentuais e equivale a 5,5% do total de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e de 10,9% do total das operações de crédito de recursos livres.

O total de recursos liberados no quinto mês deste ano atingiu R$ 31,8 bilhões, o que equivale a uma queda de 18,6% nos doze últimos meses. A demanda continua reprimida, pois o consumidor ainda se mantém cauteloso e evita contrair dívidas”, afirma o presidente da entidade, Gilson Carvalho.

Taxas e prazos
As taxas praticadas pelos bancos da montadora continuam mais atraentes para o consumidor. Em maio, os índices foram de 1,74% ao mês e de 23% ao ano, enquanto os bancos independentes ofereceram taxas de 1,93% e de 26,3% respectivamente.

O prazo médio das concessões se manteve em 41 meses. Os prazos máximos oferecido pelos bancos é de 60 meses.

Inadimplência
A taxa de inadimplência continua em elevação, passando de 4,3% em janeiro para 4,7% em maio. No ano passado, nesse mesmo período, o índice girava em torno de 3,9%, o que representa uma variação de 0,8% nos doze meses.

(Redação - Agência IN)