Receita operacional líquida da BRF cresce 8,7%

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Receita operacional líquida da BRF cresce 8,7% Foto: Divulgação

A BRF S.A. (B3: BRFS3; NYSE:BRF) - anunciou seus resultados do 3º Trimestre de 2018 (3T18). Os comentários aqui incluídos referem-se aos resultados consolidados, em reais, conforme a legislação societária brasileira e as práticas adotadas no Brasil, já em conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), cujas comparações têm como base o mesmo período de 2017, conforme indicado.

De acordo com a companhia, a Receita Operacional Líquida cresceu 8,7% t/t para R$8,8 bilhões, beneficiada pelo repasse de preço nas operações Brasil e Halal, aliado ao melhor mix de vendas entre os canais CFR e DDP.

O crescimento de volume foi para 2,9% t/t, com destaque para o crescimento no Segmento Brasil de 5,6% t/t. A geração de caixa operacional registrou R$ 106 milhões no trimestre.

• Conclusão do Planejamento Estratégico de 5 anos, assumindo o compromisso de geração
consistente e sustentável de resultados e retorno aos acionistas.
• Estrutura e Governança: time de 10 vice-presidentes completo. Definição de manutenção do
Pedro Parente como CEO da Companhia até junho de 2019.
• Desinvestimentos: processos de acordo com o cronograma inicial e já na fase de recebimento
de propostas não-vinculantes para os ativos localizados na Argentina, Europa e Tailândia
• Vendas de ativos não operacionais: negociação de R$214 milhões desde junho
• Capital de giro: redução de estoque de matéria prima em 38k tons (~30%) e 9k tons de produtos
acabados (ex-comemorativos), além de redução do giro de clientes.
• Securitização de recebíveis: estruturação de FIDC no valor de R$750 MM em andamento.


A Receita Líquida consolidada da Companhia totalizou R$8,8 bilhões no 3T18, um aumento de 0,4% a/a. Esse crescimento reflete a melhor performance comercial no Segmento Brasil, com crescimento de volumes (+5,5%) e preços médios (+4,0%); e o bom desempenho do Segmento Halal, dada a contínua recuperação de preços em dólar. Por outro lado, o Segmento Internacional enfrentou um cenário bastante desafiador no trimestre, decorrente da exclusão das plantas da BRF da lista de estabelecimentos aprovados para exportação para União Europeia; das tarifas antidumping aplicadas temporariamente pela China; dos níveis ainda elevados dos estoques no Japão com reflexos em preços; e da continuidade do fechamento do mercado russo para a indústria de proteínas
brasileiras.

Considerando a evolução trimestral, a Receita Líquida registrou um aumento de 8,7%. Esse crescimento reflete os maiores volumes vendidos nos Segmentos Brasil (5,6%) e Internacional (1,5%) combinado com o crescimento de 5,6% no preço médio, que foi beneficiado pelo repasse de preço nos Segmentos Brasil e Halal, aliado ao melhor mix de vendas entre produtos in natura e processados.

O CPV cresceu 7,9% a/a, reflexo do aumento dos preços do milho e do farelo de soja no período, subindo 42,9% e 44,4%, respectivamente. Além disso, outros fatores não recorrentes também influenciaram negativamente o CPV, dentre os quais: (i) R$102 milhões relacionados à Operação Trapaça; (ii) R$47 milhões oriundos do Plano de Reestruturação Operacional e Financeira; e (iii) R$10 milhões resultantes da greve dos caminhoneiros.

Na comparação trimestral, o CPV por quilo reduziu 3,8%, principalmente devido aos menores lançamentos extraordinários no trimestre.

A Margem Bruta totalizou 16,0% no 3T18, uma contração de 5,8 p.p. na comparação anual, resultado dos desafios nos mercados internacionais, maior volume de produtos in natura no Brasil e aumentos dos custos dos grãos, conforme comentado acima. Vale destacar o avanço de 8,2 p.p. na Margem Bruta em relação ao 2T18, resultado da combinação entre o aumento de 5,6% t/t no preço médio com a redução de 3,8% t/t no custo unitário.


As despesas com vendas aumentaram 4,4% na comparação anual. Esse aumento é resultado de maiores despesas ogísticas, provenientes dos maiores volumes vendidos e ampliação na malha logística. As despesas administrativas e honorários registraram alta de 18,3% na comparação anual, basicamente pelo repasse de inflação do período no Brasil e pela variação cambial nas operações no exterior.

O SG&A LTM da Companhia como % da ROL atingiu 16,4% no 3T18, impactado principalmente pela variação cambial nas operações no exterior.

No 3T18, totalizamos um resultado líquido negativo de R$99 milhões na rubrica de 'Outros Resultados Operacionais' relacionados principalmente com: (i) reconhecimento de provisões para riscos cíveis e trabalhistas; e (ii) baixas de ativo imobilizado. Na comparação anual, o aumento foi de R$65,7 milhões, refletindo, principalmente, o impacto positivo referente à adesão ao PERT ocorrido durante o 3T17. Na comparação com o 2T18, a rubrica de 'Outros Resultados Operacionais' aumentou R$49 milhões no 3T18, decorrente essencialmente da recuperação de impostos extemporâneos durante o 2T18.

O EBITDA Ajustado do 3T18 totalizou R$604 milhões, uma redução de 35,7% na comparação anual. A margem totalizou 6,9%, uma contração de 3,9 p.p. a/a. Este resultado reflete basicamente: (i) a redução da margem bruta, principalmente em função da escalada dos preços dos grãos no comparativo 3T18 vs. 3T17; e (ii) maiores despesas de SG&A. Na comparação trimestral, o EBITDA Ajustado cresceu 63,0%, refletindo o melhor desempenho comercialno período associado a uma ligeira redução no custo unitário.

Vale destacar que o EBITDA Ajustado não contempla qualquer impacto dos efeitos de economia Hiperinflacionária da Argentina, uma vez que esses ajustes não afetam o caixa.

(Redação - Investimentos e Notícias)