Receita líquida da BR Distribuidora recua no 2T20

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Receita líquida da BR Distribuidora recua no 2T20 (Foto: Pexels) Receita líquida da BR Distribuidora recua no 2T20

A receita líquida da BR Distribuidora apresentou redução de 38,1% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o 2T19 em função, principalmente, da queda no volume dos produtos vendidos e redução do preço médio de realização. Na comparação Q o Q a redução foi de 29,8% pelas mesmas razões apresentadas.

O volume total de vendas apresentou uma redução de -21,7% em comparação com o 2T19 em função das reduções das vendas no ciclo otto ( -26,1%),diesel (-13,6%), produtos de aviação (-82,3%)e coque(-11,9%). Na comparação com o 1T20a redução das vendas foi de (-14,8%)em função de menores volumes de vendas no ciclo otto (-16,6%), coque (-25,7%), de produtos de aviação (-82,0%).

Em relação ao lucro bruto, observa-se uma redução de 53,8% na comparação com o 2T19em razão de fortes perdas com desvalorização dos estoques e menores volumes vendidos, efeitos parcialmente compensados por savings de importação e pelas maiores margens médias de comercialização praticadas. Na comparação com o 1T20a redução foi de 37,0%,pelas mesmas razões já apresentadas.

As despesas operacionais foram de R$ 735 milhões no 2T20, uma importante redução de (-27,4%) na comparação YoY com destaque para R$ 278milhões inferiores às realizadas no mesmo período do ano anterior, em função, principalmente função de menores gastos com Pessoal (-R$ 156 milhões), com Fretes (-R$ 33 milhões), Publicidade e cultura (-R$ 5 milhões) operações e logísticas (-R$22 milhões) e Engenharia e SMS (-R$ 19 milhões).

O EBITDA ajustado reportado para o período do 2T20 foi R$ 816 milhões ou R$ 104/m³ em comparação com um EBITDA de R$ 506 milhões ou R$51/m³ no 2T19 e de R$ 545 milhões no 1T20, tal resultado é reflexo direto da desvalorização dos estoques ocorrida no 2T20, compensado parcialmente pela redução das despesas operacionais, principalmente em razão do Plano de Transformação Organizacional e efeito positivo de R$ 376 milhões de recuperação de créditos de PIS/COFINS.

(Redação – Investimentos e Notícias)