Produção industrial recua em maio, revela IBGE

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Produção industrial recua em maio (Foto: Divulgação) Produção industrial recua em maio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta quarta-feira, 02, que em maio, a produção industrial recuou 0,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, terceira taxa negativa seguida nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 1,6%. 

Na série sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria apontou redução de 3,2% em maio de 2014, terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de índice. Assim, o setor industrial acumulou queda de 1,6% nos cinco primeiros meses do ano, revertendo, portanto, a expansão de 0,5% registrada no primeiro trimestre de 2014.

Já a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com acréscimo de 0,2% em maio de 2014, mostrou clara redução no ritmo de crescimento frente aos resultados verificados em março (2,0%) e abril (0,7%).

A queda de 0,6% na indústria entre abril e maio teve predomínio de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 24 ramos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%), com o primeiro eliminando parte do avanço de 6,2% assinalado entre fevereiro e abril; e o segundo apontando o terceiro recuo consecutivo, acumulando redução de 10,8% no período. Outras contribuições negativas importantes vieram da menor fabricação de metalurgia (-4,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,1%), móveis (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,4%). Entre os oito ramos que ampliaram a produção, os principais desempenhos foram em indústrias extrativas (1,4%), produtos alimentícios (1,0%) e produtos do fumo (18,5%). Com exceção do primeiro setor, estável no mês anterior (0,0%), os demais apontaram expansão na produção em abril: 2,5% e 10,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 3,6%, assinalou a queda mais acentuada em maio de 2014 e a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 9,5%. O segmento de bens de capital (-2,6%), que também mostrou recuo mais intenso que o total da indústria (-0,6%), apontou o terceiro mês seguido de queda, com perda acumulada de 7,5% nesse período. O setor produtor de bens intermediários, com redução de 0,9%, acentuou o ritmo de queda frente ao resultado do mês anterior (-0,2%). O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (1,0%) foi o único que registrou avanço na produção nesse mês e manteve o comportamento predominantemente positivo em 2014.

(Redação – Agência IN)