Produção industrial cresce 7,1% em relação a maio de 2018

  •  
Produção industrial cresce 7,1% em relação a maio de 2018 Foto: Divulgação Produção industrial cresce 7,1% em relação a maio de 2018

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com maio de 2018, o setor industrial cresceu 7,1%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 66 dos 79 grupos e 68,0% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que maio de 2019 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21).

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (37,1%) e produtos alimentícios (16,2%) exerceram as maiores influências positivas na média da indústria. Outras contribuições positivas relevantes vieram de bebidas (23,9%), máquinas e equipamentos (14,5%), produtos de minerais não-metálicos (16,3%), celulose, papel e produtos de papel (14,5%), produtos de metal (14,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (16,3%), metalurgia (6,1%), outros produtos químicos (6,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (14,2%), produtos de borracha e de material plástico (7,8%) e móveis (18,6%).

Por outro lado, entre os cinco setores que apontaram redução na produção, o principal impacto veio do setor de indústrias extrativas (-18,2%), pressionado pela menor fabricação de minérios de ferro, refletindo, em grande parte, os efeitos do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho (MG) em janeiro de 2019. Vale destacar também as contribuições negativas dos ramos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%), outros equipamentos de transporte (-11,7%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-8,5%).

Ainda no confronto com maio de 2018, bens de consumo duráveis (28,0%) e bens de capital (22,2%) tiveram as expansões mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (11,4%) e de bens intermediários (2,3%) cresceram também, com o primeiro avançando acima da média nacional (7,1%); e o segundo com o crescimento mais moderado entre as categorias econômicas.

Com o crescimento de 28,0%, o segmento de bens de consumo duráveis tem a sua segunda taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde abril de 2018 (35,9%). Nesse mês, o setor foi impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (39,9%). Vale citar também as expansões de eletrodomésticos da “linha branca” (37,5%) e da “linha marrom” (3,3%), outros eletrodomésticos (43,9%), móveis (11,8%) e motocicletas (2,8%).

Em maio de 2019, o setor produtor de bens de capital cresceu 22,2%, revertendo, dessa forma, dois meses consecutivos de queda na produção: março (-11,0%) e abril (-0,2%). O resultado desse mês foi o mais acentuado desde abril de 2018 (23,9%) e influenciado pelo avanço no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (32,1%). As demais taxas positivas vieram de bens de capital para fins industriais (9,3%), para construção (32,5%), de uso misto (11,5%), agrícolas (10,1%) e para energia elétrica (8,2%).

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, ao crescer 11,4% em maio de 2019, interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção: março (-5,3%) e abril (-0,8%). O resultado desse mês foi o mais acentuado desde março de 2010 (11,7%) e explicado pela expansão no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (21,0%). Vale citar também os resultados positivos dos grupamentos de não-duráveis (7,1%) e de semiduráveis (9,3%). Por outro lado, o subsetor de carburantes (-3,7%) teve a única taxa negativa da categoria, pressionado pela menor produção de gasolina automotiva.

Já a produção de bens intermediários cresceu 2,3%, interrompendo, dessa forma, oito meses consecutivos de taxas negativas. O resultado foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,6%), de produtos alimentícios (12,7%), de produtos de minerais não-metálicos (16,6%), de celulose, papel e produtos de papel (14,3%), de produtos de metal (11,8%), de outros produtos químicos (6,1%), de metalurgia (6,1%), de produtos de borracha e de material plástico (8,6%), de máquinas e equipamentos (9,2%) e de produtos têxteis (6,2%), enquanto as pressões negativas foram registradas por indústrias extrativas (-18,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,0%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados positivos dos grupamentos de insumos típicos para construção civil (14,5%) e de embalagens (20,3%), ambos com os avanços mais elevados desde o início da série histórica.

(Redação - Investimentos e Notícias)