Produção de minério de ferro da Vale recua no 1T19

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Produção de minério de ferro da Vale recua no 1T19 (Foto:Divulgação) Produção de minério de ferro da Vale recua no 1T19

A produção de finos de minério de ferro da Vale totalizou 72,9 Mt no 1T19, ficando 28% e 11% menor do que no 4T18 e 1T18, respectivamente, principalmente em função dos impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho e da sazonalidade climática mais forte do que o normal.

A produção de pelotas da Vale totalizou 12,2 Mt no 1T19, ficando 23% e 5% menor do que no 4T18 e 1T18, respectivamente, devido principalmente às paradas nas usinas de pelotização, após a ruptura da barragem de Brumadinho, bem como às manutenções programadas em Tubarão e Omã.

O volume de vendas de finos e pelotas de minério de ferro atingiu de 67,7 Mt no 1T19, ficando 30% e 20% menor do que no 4T18 e 1T18, respectivamente. A redução em relação ao 4T18 foi decorrente dos seguintes efeitos: (a) sazonalidade usual (14 Mt); (b) impacto de paradas de produção após a ruptura da barragem de Brumadinho (7 Mt); (c) novos procedimentos de gerenciamento de estoque nos portos chineses, que impactaram o tempo de reconhecimento da receita de vendas (6 Mt); (d) chuvas anormais impactando os embarques do porto de Ponta da Madeira, no Sistema Norte (5 Mt); os quais foram parcialmente compensados pela utilização de estoques nos portos chineses no 1T19 (3 Mt).

Com relação aos procedimentos de gerenciamento de estoques mencionados acima e de acordo com as práticas anteriores, uma vez que um acordo comercial era pactuado, a propriedade do produto em nossos centros de blendagem era transferida para o cliente e a receita era reconhecida, independentemente da retirada do minério pelo cliente. Consequentemente, o minério vendido tinha que ser segregado no porto que aguardava retirada da carga e, portanto, a capacidade operacional do porto era limitada devido à falta de flexibilidade do pátio de estocagem.

De acordo com as novas práticas comerciais, a propriedade do produto e, portanto, o reconhecimento de receita só é concedido mediante a retirada de carga, o que afeta o momento do reconhecimento da receita de vendas.

A participação dos produtos premium nas vendas totais foi de 81% no 1T19, ficando praticamente em linha com o 4T18. Os prêmios de qualidade de finos de minério de ferro e pelotas alcançaram US$10,7/t[3] no 1T19 contra US$ 11,5/t no 4T18, principalmente devido aos menores prêmios de mercado para os finos de Carajás, que foram parcialmente compensados pelo impacto positivo dos novos termos para os contratos de vendas de pelotas.

A produção de níquel acabado alcançou 54.800 t no 1T19, ficando 14,4% menor do que no 4T18 e 6,5% abaixo do 1T18. A redução deveu-se, principalmente, à menor produção de: (a) PTVI, devido à parada programada de manutenção na refinaria de Matsusaka, no Japão; (b) VNC, devido à manutenção programada na refinaria de Dalian, na China; (c) Sudbury, devido a diferenças temporais na cadeia de processamento de níquel.

A produção de cobre atingiu 93.800 t no 1T19, ficando 14,6% abaixo do 4T18 e em linha com o 1T18. A produção diminuiu, principalmente, devido aos menores teores de feed e à menor produtividade da planta em várias operações.

A produção de carvão totalizou 2,2 Mt no 1T19, ficando 29% e 9% abaixo do 4T18 e do 1T18, respectivamente, como resultado das fortes chuvas ao longo do trimestre.

(Redação – Investimentos e Notícias)