Preço da refeição no Rio de Janeiro cai 1%

Preço da refeição no Rio de Janeiro cai 1% Foto: Divulgação Preço da refeição no Rio de Janeiro cai 1%

Estudo da ASSERT, conduzido pelo Instituto Datafolha, mostra que o valor gasto em alimentação fora de casa pelo trabalhador da cidade do Rio de Janeiro é menor que em 2016: R$ 36,94, contra R$ 37,38 do ano anterior.

Na capital fluminense, o preço médio da refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café) manteve-se praticamente no mesmo patamar de 2015, com uma leve queda (cerca de 1%), passando de R$ 37,38 para R$ 36,94, em 2016. Apesar do declínio de preço, o valor continua acima da média nacional (R$ 32,94) e da região Sudeste (R$ 33,25).

Os dados são da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição, conduzida pelo Instituto Datafolha em novembro de 2016 a pedido da ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador.

Com base no preço médio de R$ 36,94 no Rio de Janeiro, um trabalhador, que na data da realização da pesquisa (novembro de 2016) recebia apenas um salário mínimo nacional (R$ 880) e não recebia o benefício do voucher-refeição, desembolsava mais de 92% de seu salário para se alimentar fora de casa durante sua jornada de trabalho, considerando 22 dias úteis, de segunda a sexta-feira.

A pesquisa foi realizada em 07 cidades e levou em conta 482 preços coletados em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias que servem refeições em pratos e mesa e que aceitam voucher-refeição.

Diante desse cenário, o sistema de voucher-refeição tem um impacto positivo real na vida dos brasileiros e até mesmo na economia. O benefício é viabilizado no País por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho, que busca a complementação alimentar do trabalhador com o compartilhamento de responsabilidades entre o Governo e empresas. O PAT é considerado referência mundial e beneficia, atualmente, mais de 20 milhões de trabalhadores, sendo que 85% destes ganham até cinco salários mínimos.

Segundo Paula Cavagnari, diretora-presidente da ASSERT, a pesquisa é mais um serviço que a associação presta à sociedade e ao governo, pois além de apresentar o cenário dos preços das refeições fora do lar, o levantamento tem por objetivo verificar a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação ao aumento da demanda por uma alimentação saudável. “De acordo com o estudo, aproximadamente cincos em cada dez responsável pelos estabelecimentos acreditam que os clientes estão mais preocupados com uma alimentação saudável, ou seja, com uma dieta equilibrada, com o consumo de verduras, legumes, grãos, proteínas, frutas e sucos naturais”, comenta Paula.

(Redação - Agência IN)