Postura de empresários no enfrentamento da crise pode prevenir falências

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Postura de empresários no enfrentamento da crise pode prevenir falências Foto: Divulgação Postura de empresários no enfrentamento da crise pode prevenir falências

A crise generalizada que vem assustando o cenário brasileiro causou 1,8 milhão de falências em 2015, crescimento de mais de 300% em comparação aos 572,9 mil em 2014, segundo pesquisa da consultoria Neoway. Em meio a esse cenário, empresários precisam adotar medidas sustentáveis ao invés de confiar apenas em sua intuição, de modo a focar na gestão, no controle do negócio.

A crise exige preparo. O cenário não é favorável, mas pode ser uma grande oportunidade de crescimento e amadurecimento para as empresas. Assim, busca-se evitar a estagnação, mas sem cometer loucuras. Nesse contexto, é indispensável que a empresa repense a forma de atender o cliente, de modo a aperfeiçoar o que já era feito.

Por outro lado, há a possibilidade de buscar novas oportunidades, a partir de um olhar mais cuidadoso sobre o mercado. No entanto, “um erro comum é mudar ou diversificar o negócio para ampliar as oportunidades, quando muitas vezes a melhor estratégia é fazer melhor o que já faz”, afirma o empresário Osvaldo Aoki, CEO da AOKI.

Muitas empresas, na ânsia de cortar gastos, tomaram a atitude de reduzir o quadro de funcionários de forma prematura, o que pode interferir negativamente no período de recuperação. Segundo Aoki, a recomposição do quadro, além de ser demorada, pode ter custos altos. Dessa forma, o empresário deve buscar também trabalhar mais próximo a seus funcionários, não somente para motivar, mas para direcionar melhor e fazer melhor cada ação, a fim de maximizar resultados.

Cortar gastos, diferentemente do senso comum, não é sinônimo de cortar recursos. Deve ser cortado tudo aquilo que é desnecessário à sobrevivência da empresa ou que não agrega valor ao processo. Assim, o resultado será a adequação dos recursos às demandas geradas.

Diante do cenário atual, questiona-se muito sobre a possibilidade de crescimento das empresas. No contexto macro é, realmente, algo improvável. Contudo, quando se trata de segmentos ou soluções, é sim possível. Deve-se buscar investir em nichos com grande potencial de crescimento (demanda) e com pouca oferta de soluções. O faturamento global, bruto, pode ser reduzido, mas aumentaria a rentabilidade e, consequentemente, seu resultado líquido. Encontrar um novo nicho demanda muito foco, além de preparo para capturá-lo.

Soluções inovadoras e olhar clínico para o mundo são duas ferramentas que devem andar juntas durante o enfrentamento de uma crise. O período é, inquestionavelmente, delicado, porém uma atitude consciente do empresário pode ser decisiva entre a falência e a sobrevivência da empresa.

(Redação - Agência IN)