PMI Industrial do Brasil recua em julho

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PMI Industrial do Brasil recua em julho (Foto: Divulgação) PMI Industrial do Brasil recua em julho

O setor industrial brasileiro observou uma desaceleração no crescimento tanto do volume de produção quanto no de novos negócios em julho. No caso desse último, isto ocorreu apesar de uma redução dos preços de venda, a primeira desde setembro de 2014. Esses fatores combinados com declínios persistentes nos níveis de compra e de empregos destacaram as condições econômicas desafiadoras no país.

O Índice Gerente de Compras™ (PMI® ) IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, deslizou de 50,5 em junho para um recorde de baixa de quatro meses de 50,0 em julho, um nível indicativo de ausência de mudanças na saúde do setor.

O Índice de Novos Pedidos – o maior subcomponente do PMI – igualou a recuperação mais lenta de novos pedidos recebidos na atual sequência de cinco meses de crescimento. Onde foi relatada uma expansão, as empresas mencionaram a melhoria da demanda interna e externa como causa. De fato, o volume de novos pedidos para exportação aumentou em julho, com o crescimento se acelerando e atingindo o seu ponto mais rápido desde abril de 2016.

Embora tenha aumentado pelo quinto mês consecutivo em julho, o volume de produção cresceu ligeiramente apenas e pelo ritmo mais lento desde abril. Foram observados aumentos mais brandos da produção nas categorias de bens de consumo e de bens intermediários, enquanto que o volume de produção no subsetor de bens de capital se recuperou do declínio observado em junho.

Parte da recuperação nas vendas foi realizada com a redução de estoques existentes nos fabricantes. O nível de estoques de produtos acabados tem diminuído em todos os meses desde janeiro de 2015, com a contração de julho sendo acentuada e similar à de junho.

Os estoques de compras também diminuíram em julho, mas o ritmo de redução se atenuou em relação ao período de pesquisa anterior. A desaceleração nos volumes de estoques de matérias-primas e de produtos semiacabados refletiu outra queda na atividade de compras. Os níveis de compra caíram pelo segundo mês consecutivo, embora ligeiramente apenas. Apesar disso, os prazos de entrega dos fornecedores continuaram a aumentar

Os níveis de funcionários continuaram a diminuir, com perdas de empregos generalizadas nas categorias de bens de consumo, bens intermediários e de bens investimento. Porém, a taxa de redução foi moderada, no geral, e com ritmo mais lento do que em junho. Ao mesmo tempo, a quantidade de pedidos em atraso diminuiu a um ritmo mais lento.

Os custos médios de insumos aumentaram ainda mais, em meio a relatos de uma moeda fraca forçando aumento nos preços dos itens importados. Apesar disso, a taxa de inflação atingiu um recorde de baixa de dois anos.

Os preços cobrados pelos fabricantes brasileiros por seus produtos diminuíram em julho pela primeira vez em quase três anos. Os relatos sugeriam que pressões competitivas e tentativas para estimular a demanda encorajaram as empresas a oferecerem descontos.

Os fabricantes expressaram otimismo em relação às perspectivas de crescimento, com expectativas de melhores condições econômicas, novas linhas de produtos e projetos em andamento sustentando o sentimento positivo. O nível de sentimento foi robusto no contexto dos dados históricos da pesquisa, mas caiu em relação a junho.

(Redação – Agência IN)