PMI industrial do Brasil marca 50,9 pontos em setembro

PMI industrial do Brasil marca 50,9 pontos em setembro (Foto: Divulgação) PMI industrial do Brasil marca 50,9 pontos em setembro

Os dados de setembro indicaram que o crescimento no setor industrial brasileiro foi mantido, já que o volume de produção e a quantidade de novos pedidos continuaram a aumentar. Além disso, a melhoria persistente na demanda proveniente dos mercados tanto doméstico quanto externo estimulou as empresas a aumentarem a produção a um ritmo mais rápido em quatro meses. Contudo, os produtores de mercadorias continuaram a indicar uma preferência por níveis mais baixos de estoque. Ao mesmo tempo, a taxa de inflação de custos se intensificou, mas as pressões competitivas e as tentativas de obter novos negócios fizeram com que os preços dos produtos fossem aumentados marginalmente, apenas.

Ao atingir 50,9 em setembro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI® ) IHS da Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, ficou inalterado em relação à leitura de agosto. O valor mais recente indicou uma modesta melhoria mensal nas condições operacionais.

O volume de novos trabalhos recebidos aumentou pelo sétimo mês consecutivo em setembro, com os entrevistados relatando condições econômicas melhores, conquistas de novos clientes e volumes mais elevados de vendas tanto para clientes domésticos quanto para os do exterior. Porém, a taxa de expansão foi moderada e mais lenta do que a de agosto. O volume de novos negócios provenientes do estrangeiro também aumentou a um ritmo mais brando durante o mês. 

O crescimento do total de novos trabalhos incentivou os produtores de mercadorias a aumentar a produção, o que aconteceu pelo sétimo mês consecutivo. Além disso, a taxa de expansão cresceu pela segunda vez consecutiva, atingindo o seu ponto mais forte desde maio. Os dados detalhados por subsetor mostraram um aumento amplo de produção, com expansões sendo observadas nas categorias de bens de consumo, de bens intermediários e de bens de investimento.

Apesar do aumento contínuo no volume de novos pedidos, a quantidade de negócios pendentes diminuiu novamente em setembro. O ritmo de redução foi sólido, mas o mais lento em um ano e meio. Ao mesmo tempo, a taxa de corte de empregos foi modesta e basicamente igual às registradas em julho e agosto. Digno de nota foi o primeiro aumento do nível de empregos junto aos produtores de mercadorias desde fevereiro de 2015.

Os fabricantes reduziram tanto os seus estoques de compras quanto o de produtos acabados pelo trigésimo terceiro mês consecutivo. A taxa de redução mais acentuada foi observada nos estoques de compras. Os estoques de insumos diminuíram em sintonia com um declínio renovado nos níveis de compras. Contudo, as quantidades de compras caíram marginalmente, apenas.

Os preços médios dos insumos enfrentados pelos fabricantes continuaram a aumentar em setembro associados, em grande parte, aos custos mais elevados de combustíveis. A taxa de inflação de custo de insumos atingiu um recorde de alta de seis meses e ficou acima da sua média de longo prazo. Pressões competitivas e tentativas de garantir novos trabalhos resultaram num aumento marginal nos preços de produtos.

Por fim, o sentimento no que diz respeito aos negócios melhorou em relação ao recorde de baixa de dezesseis meses observado em agosto. Os fabricantes esperam que a diversificação de produtos, a recuperação econômica e os investimentos em maquinário sustentem o crescimento da produção no próximo ano.

(Redação - Agência IN)